quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Relançamento do livro Meu Namoro com o Cinema - de André Azenha (Edições Caiçaras)



04/10: Relançamento do livro Meu Namoro com o Cinema, de André Azenha

Após o sucesso no Curta Santos, obra ganha nova sessão de autógrafos na Millor

O que faz alguém escrever sobre cinema? Deve-se manter apenas o olhar distante na hora de analisar um filme? Ou é preciso escrever com paixão? O famoso crítico musical norte-americano Lester Bangs aconselhava a segunda opção. “Meu Namoro com o Cinema” traz uma compilação de textos do jornalista e editor do www.cinezen.net, André Azenha, que dão ao leitor exatamente isso: textos passionais sobre filmes igualmente intensos. São obras que miram o amor e desamor em várias possibilidades. Após o sucesso do lançamento durante o 10º Curta Santos, a obra terá nova sessão de autógrafos, quinta-feira, 4 de outubro, na Millor Revistaria e Cybercafé.

Tal qual um namoro longo, de altos e baixos, essa é a relação entre o crítico e a arte, e os casais mostrados nos filmes aqui abordados. “A comparação é mais do que coerente: crítica de cinema e relacionamentos amorosos têm tudo a ver. Tanto em um, quanto no outro, não existem fórmulas que funcionem sempre. Pauline Kael, da revista New Yorker, talvez a maior crítica norte-americana, disse uma vez que ‘você deve usar tudo o que é e sabe’ em uma crítica. Ou seja: se doar, se colocar sempre, se mostrar por inteiro”, escreve o jornalista Gustavo Klein – editor de cultura do jornal A Tribuna, principal diário do litoral paulista - no prefácio. “Claro que, dentro desse conceito, sempre haverá os galinhas, que traem sua preferida com outras artes e deixam a sensibilidade de lado, e os românticos incorrigíveis. André Azenha demonstra, neste ‘Meu Namoro Com o Cinema’, que faz parte do segundo grupo. Um apaixonado eterno pela sétima arte, que enxerga a sua magia e a reverencia. É uma paixão que compartilho. O bom, aqui, é que não a precisamos disputar. O cinema é de todos...”, diz. 



“Nesta compilação de resenhas, Azenha nos brinda com as várias fases de seu namoro, da infância em que queremos bater nos valentões da escola e ficar com a garota mais bonita (‘Karatê Kid’), passando pela adolescência festeira e pra lá de sensível (e os filmes de John Hughes), a idealização da musa inatingível (Marilyn Monroe), a dor do fim (o japonês ‘A Partida’ ou ‘Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças’) e os eternos recomeços (em ‘Rocky Balboa’).
Fala também de declarações de amor impossíveis de esquecer (caso de ‘Nova York, Eu Te Amo’)”, ressalta Klein.

“O crítico, ao passar dos anos, tornou-se uma figura enxergada com olhares tortos por boa parte do público: um sujeito ‘frustrado’, ‘chato’, ‘ranzinza’, para muitos. A postura destrutiva de alguns colegas pode ter contribuído para esse olhar. Porém, antes de tudo, é preciso entender que, ao decidir tornar-se crítico, uma pessoa está se entregando de corpo e alma a algo o qual se apaixonou perdidamente. O ‘crítico’ é, primeiramente, um apaixonado”, afirma André Azenha na apresentação do livro.

 “O livro é, antes de tudo, uma celebração à sétima arte. Por isso, o lançamento em um cinema e como parte de um festival”, explica. 
Entre cada resenha, depoimentos de um personagem que vai amadurecendo conforme sua relação amorosa com o cinema segue em frente.

A tiragem é curta e os livros produzidos de forma artesanal pela Edições Caiçaras. As capas, por exemplo, são feitas a partir de pôsteres de filmes cedidos pela Vídeo Paradiso.

Serviço:
Relançamento do livro Meu Namoro com o Cinema, de André Azenha

Quando: 04 de outubro, quinta-feira, 20h
Onde: Millor Revistaria e Cybercafé, rua Marechal Deodoro, 7, Gonzaga
Valor do livro: R$ 25

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Dia do Caiçara - projeto apresentado à AGEM

(esq. para dir. - Márcio Barreto, Luciano Cascione e Marcelo Del Bosco)

Em recente reunião (21/09/12) com Luciano Cascione (diretor executivo da AGEM - Agência Metropolitana da Baixada Santista) e Marcelo Del Bosco (vice-presidente da Câmara Municipal de Santos), Márcio Barreto consolida as bases para o projeto de lei que visa a implantação do "Dia do Caiçara" nos municípios da região.

Segundo Del Bosco "o projeto chancela a importância da formação identitária caiçara para a Baixada Santista e para o Brasil". Cascione acrescenta que "após aprovado pelos municípios, o projeto será desdobrado para o âmbito estadual".

Márcio Barreto destaca que "o poder público tem se mostrado aberto as justas reinvindicações que nascem do anseio por um identidade soberana, que una a cultura, a educação e o turismo, alavancando a região rumo à uma cidadania plena".

Discutiu-se também a expectativa referente ao crescimento que a região passará com o Pré-Sal, ressaltando-se a necessidade de uma justa divisão de riquezas através do fortalecimento da cultura.


Luciano Cascione é diretor executivo da AGEM. Advogado, mestre em direito ambiental e professor de legislação profissional. Já atuou na Secretaria de Turismo do Estado e na PRODAM, empresa de tecnologia da informação do município de São Paulo.  

Marcelo Costa Del Bosco Amaral, santista, casado, nascido em 25 de março de 1972,  é vereador e o atual vice-presidente da Câmara Municipal de Santos.

Márcio Barreto nasceu em 10 de maio de 1970 em Santos. Pesquisador, escritor e compositor é responsável pelo Instituto Ocanoa, Projeto Canoa, Percutindo Mundos, Núcleo de Pesquisa do Movimento, Imaginário Coletivo de Arte e Edições Caiçaras.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Percutindo Mundos na OCR Candido Portinari - Ribeirão Preto /SP




Com aula aberta e intervenção artística, o grupo Percutindo Mundos se apresentará na OCR Candido Portibari em Ribeirão Preto no dia 10/11 das 10 as 13h. 


O projeto sintetiza as pesquisas desenvolvidas pelo grupo sobre a genealogia caiçara para a formação do povo brasileiro através de sua história, ocupação geográfica e expressões culturais. Uma reflexão sobre as contribuições da cultura indígena, européia e africana na construção da identidade caiçara e brasileira. 
Aula aberta: A Arte contemporânea caiçara – genealogia para um novo Brasil
Através de vivências em música, literatura, teatro, dança e artes visuais o público é convidado a refletir sobre identidade cultural, suas origens, miscigenações, hibridismos e nomadismos na Arte Contemporânea Caiçara. Com intervenções estético-expressivas a oficina abre caminhos para a percepção do minimalismo sonoro, a música que surge do barulho, da imagem, do silêncio, da literatura e do gesto em experimentações sinestésicas. 
Intervenção Artística: Percutindo Mundos – Mundocorpo
"Mundocorpo" é uma reflexão sobre o universo da música, dança e literatura através das relações do corpo com o mundo que o circunda. A apresentação poética é inspirada no livro homônimo de Márcio Barreto (São Vicente: Edições Caiçaras, 2012).

Mundocorpo 

Meu corpo é minha pele
São minhas roupas
É minha casa
É o mundo que me rodeia

Meu corpo é silêncio

É a pele de outro corpo
As roupas de outro corpo
A casa de outro corpo
O mundo de outro corpo

Meu corpo é eternidade
É o universo nascendo a cada instante

Meu corpo é uma palavra que escrevo no espaço-tempo do seu pensamento

Todas as músicas são autorais. Com Márcio Barreto (voz, percussão, cordas, teclados e sopro), Célia Faustino (voz, percussão e dança), Jean Ferreira (voz, percussão, sopro e dança), Felipe Faustino (percussão),  Bira Aljahara (voz, violão e percussão), Robson Peres (viola erudita e voz) e Bruno Davoglio (baixo acústico).
Sobre Percutindo Mundos
Formado em janeiro de 2008, o grupo tem se apresentado regularmente desde agosto de 2011 no SESC Bertioga com os espetáculos Universo em Movimento, Universo em Gentileza, Percutindo o Samba e Mundocorpo, além de se apresentar em São Paulo e Rio de Janeiro em vários lugares e eventos diferentes, tais como: 30 anos do Lira Paulistana (FUNARTE -  2 010), Bienal de Dança do SESC (2011), Cultura Livre SP e III Circuito Vozes do Corpo  (direção e concepção musical do espetáculo "Homo Ludens" - dança contemporânea - 2012), Virada Cultural e Virada Cultural Paulista  (2009, 2010 e 2011), Itinerâncias e Cine Clube Paraty (Casa da Cultura de Paraty /RJ - 2008 e 2011). O grupo está diretamente ligado a criação e realização dos eventosculturais: Sarau Caiçara - Pinacoteca Benedito Calixto, Museu de Pesca e Vila de São Vicente (12 edições), I e II Mostra de Arte Contemporânea Caiçara (Casa da Frontaria Azulejada), Virada Caiçara (São Vicente), Encontro de Cultura Caiçara - Vila de São Vicente e Pinacoteca Benedito Calixto (3 edições), Itinerâncias - Encontro de Cultura Caiçara São Vicente Paraty (Casa da Cultura de Paraty /RJ). Em sua obra ressalta-se a harmonia dos timbres mais do que a harmonia das notas, expressando a música em livres associações e experimentações. Sua diversidade instrumental e a criação de novos instrumentos e de técnicas diferenciadas de uso, assim como a percussão corporal e vocal, possibilitam uma tessitura que remete ao imagético das florestas, vilas, centros cosmopolitas, e da relação do homem com o mar e o universo. Uma música que sintetiza a gênese caiçara, ancestral, mistura dos traços da cultura indígena, portuguesa e africana. Seu minimalismo difere do convencional na medida em que não utiliza as longas repetições em série ou a estaticidade, mas faz da repetição uma possibilidade de mudança na medida em que transfere os sons para timbres diferentes, desconstruindo as células rítmicas e alterando cadências e andamentos em formas melódicas. Aproxima-se mais do minimalismo literário, onde a economia das palavras possibilita a contextualização e permite a livre significação. É uma música que sugere ambiências, que trabalha a sinestesia das imagens e dos timbres. Encontra-se fortemente ligada à literatura, onde as letras de suas músicas são textos literários expressos através da música falada ou de melodias valorizando a palavra em sua profundidade, densidade e simplicidade. Outra característica é a aleatoriedade, compreendida como o elemento vivo da música, está estruturada na mistura da composição com o improviso (aleatoriedade limitada), e na “música livre”, processo onde o público é convidado a improvisar aleatoriamente com os músicos. Uma música que se transforma a cada execução. 

AULA ABERTA: A ARTE CONTEMPORANEA CAIÇARA – GENEALOGIA PARA UM NOVO BRASIL
ESPETÁCULO: PERCUTINDO MUNDOS - MUNDOCORPO
Coordenação: Marcio Barreto
10/11 – sábado – 10h às 13h
Público:  profissionais e estudantes de Artes Cênicas
Inscrições: 1/10 a 8/11
Seleção: primeiros inscritos
100 vagas
OCR CAndido Portinari
Ribierão Preto /SP



 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

8º Encontro Internacional de Música e Mídia - Escola de Comunicações e Artes da USP




19 a 21 de setembro de 2012 - ECA/USP - Inscrições abertas!



Sob o tema Tão longe... Tão perto.. A música migrante, o Centro de Estudos em Música e Mídia-MusiMid- convida a todos os interessados a participarem do 8º Encontro Internacional de Música e Mídia, a realizar-se nos dias 19 a 21 de setembro, na Escola de Comunicações e Artes da USP. Neste ano, são coorganizadores convidados os Prof. Dr. Alice Lumi Satmoi (UFPB) e Werner Ewald (UFPel).
O tema geral do 8º Encontro Internacional de Música e Mídia propõe investigar as tramas sígnicas que se estabelecem na circulação da música migrante, de toda a sua natureza e suas repercussões junto às culturas em que se aloja: da diáspora à desterritorialização voluntária.
O programa inclui sessões temáticas, mesas-redondas e apresentações artísticas. Os convidados internacionais deste ano são: Marita Fornaro (Uruguai, Escola Universitária de Música), Susana Sardo, Rosário Pestana, Jorge Ribeiro (INET-Aveiro; Portugal).

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA OUVINTES


Acompanhe as notícias na página do MusiMid e no blogue:



Agradecemos ampla divulgação!

Comissão organizadora

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O Invisível – poéticas para encontros, desencontros e outras impermanências




            O Invisível – poéticas para encontros, desencontros e outras impermanências” é um processo de pesquisa sobre as relações entre tempo, espaço e alteridade. O lugar visto como espaço criativo e simbiótico estruturando-se a partir de permanências instantâneas e habitações momentâneas. O movimento como dinâmica para oo-lugar, a identidade em estado de reinvenção e a realidade subvertida a partir do contato e da inter-conexão entre o espaço, o tempo e o corpo.

            Como paisagem temática a impermanência do tempo e o hábito de ocupar-se do não-ser, os afetos invisíveis que eclodem em pequenos gestos, sons, palavras e se eternizam entre o acabar e oo ter fim. A vida adiada pelo cotidiano, a identidade trocada por máscaras de ideais auto-suficientes, a afetividade substituída pela liquidez do tempo, do espaço e das convenções. Através da obra dos escritores Madô Martins (“Perda & Danos” – Edições Caiçaras, 2012) e Márcio Barreto (“Mundocorpo” – Edições Caiçaras, 2012) os intérpretes-criadores instauram composições a partir do eixo espaço-tempo onde os espectadores, entrelaçados pela zona dramatúrgica, movem-se a partir de suas leituras individuais sobre os materiais cênicos apresentados: a literatura, a dança e a música.



            A pesquisa tem como base reflexões acerca da identidade cultural caiçara, o que situa a criação dentro de uma esfera conceitual de processo onde a ancestralidade e a contemporaneidade, assim como o local e o universal são vistos como zonas proximais de ressignificação metalinguística. O processo criativo, como imagética genesíaca, desdobra-se em releituras identitárias que situam o invisível dentro da ficção social do espaço conduzido pelo discurso poético corporal; a reinterpretação do passado como agente transformador do presente através do inconsciente coletivo, suas memórias, tradições, nomadismos e hibridismos. O corpo visto como palavra, lugar, literatura, memória, solidão, música e afetividade.




FICHA TÉCNICA


Detalhamento: Composição Urbana de Improvisação em Dança, Música e Literatura

Nome:            O Invisível – poéticas para encontros, desencontros e outras  impermanências”

Nome do grupo:                      Núcleo de Pesquisa do Movimento  -
                                                Imaginário Coletivo de Arte

Concepção e direção:             Célia Faustino, Márcio Barreto

Intérpretes-criadores
E Músicos:                              Célia Faustino, Márcio Barreto

Criação sonora:                       Percutindo Mundos

                                  
Figurino:                                  Núcleo de Pesquisa do Movimento
                                               Imaginário Coletivo de Arte

Fotografia:                               Christina Amorim

Duração:                                 20 minutos


Apoio:                         Espaço de Consciência Corporal Célia Faustino, Percutindo                                       Mundos, Projeto Canoa, Instituto Ocanoa.



CONCEPÇÃO E DIREÇÃO

Célia Faustino - formada em Ballet Clássico pela Escola Municipal de Ballet em Santos (1972 a 1980). Formada em Ballet Clássico pela Royal Academy of Dancing (1980 a 1985). Especialização em Dança Moderna nas técnicas Grahan e Limón (1986 a 1988). Especialização em Consciência Corporal com Klauss Vianna (1988 a 1990). Cursou aulas de New Dance e Contato Improvisação (1990 a 1996). Formada pela Escola Brasileira de Eutonia (1998 a 2001). Formada pela Escola do Movimento Ivaldo Bertazzo (2005 a 2006). Professora de técnica de dança na Faculdade de Artes Cênicas CARMO (1985 a 1986). Professora de Dança Moderna na Faculdade de Dança UNIMES (1988 A 1996). Professora de Dança Expressiva, Alongamento e Eutonia no SESC/Santos (1988 a 2002). Bailarina do Corpo Estável de Dança da Secretária de Cultura de Santos (1992 a 1994). Iniciou carreira solo como intérprete-criadora em 1994. Participou de três Bienais de Dança no SESC / Santos. Atualmente é diretora do Espaço de Consciência Corporal Célia Faustino. É integrante do grupo experimental de música contemporânea caiçara “Percutindo Mundos”, do Núcleo de pesquisa do Movimento e do Imaginário Coletivo de Arte.


Márcio Barreto nasceu em 10 de maio de 1970, em Santos /SP. Dramaturgo, diretor e ator: Fundador e diretor do grupo Teatro Canoa e Imaginário Coletivo de Arte. Dirige, atua e assina a dramaturgia de “Atro Coração” (Teatro Canoa) e “Ácidos Trópicos – uma livre criação sobre a obra de Gilberto Mendes” (Imaginário Coletivo de Arte). Atuou em “Poetar Acordar para o Sol” (direção Douglas Gonçalves), “O Guará do Lago Encantado (grupo TVG, direção Paulo Maurício),” Tem Cupim na Torre da Igreja “(grupo  TVG, direção Paulo Maurício), “Perto de Lugar Nenhum” (Kabuk, direção Egbert Mesquita). Atuou no filme “Amanhã Nunca Mais” do diretor Tadeu Jungle e na minissérie da Globo “Amor em Quatro Atos” . Assistente de Direção e diretor de núcleo na “ Encenação da  Fundação da Vila de São Vicente 2012”. Intérprete-criador e um dos diretores / fundadores do Núcleo de Pesquisa do Movimento – Imaginário Coletivo de Arte. Atua em “Homo ludens – fluxos, lugares e imprevisibilidades ”,  “Exílios: cartas ao vento” com Célia Faustino, “Um a Um”- espetáculo fruto da residência com o grupo Lês Ballets C de la B (Bélgica)  e em diversas intervenções no espaço público. Vídeo-cineasta: “Totem – o universo por debaixo da pele” (média metragem) e inúmeros curtas na Internet. Artista circense formado pela Escola Livre de Circo (Oficina Cultural Regional Pagu – Santos /SP) em acrobacias aéreas, atuou nos espetáculos “Marcas de Plínio” e “Pagu”. Músico: fundador do grupo experimental “Percutindo Mundos”. Compositor e multi-instrumentista (rabeca, flauta doce e contralto, clarinete, acordeom, teclado, escaleta, violão, banjo e percussão). Luthier: criador dos instrumentos quimbau, trimbau, tum, flauta smetakiana, adufo calunga. Fotógrafo: exposições na Pinacoteca Benedito Calixto (Santos /SP), Casa da Cultura de Paraty (Paraty /RJ) e Parque Cultural Vila de São Vicente (São Vicente /SP).      Editor da Edições Caiçaras, editora artesanal. Escritor: Totem (romance), O Novo em Folha (poesia), O Ser e o Pensamento (filosofia), Atro Coração (teatro), Nietszche – ou do que é feito o arco dos violinos (poesia), Ácidos Trópicos – uma livre criação sobre a obra de Gilberto Mendes (teatro), Wisnikianas – visões antropofágicas na ilha de São Vicente (teatro). Pesquisador da Cultura Caiçara: “O Brasil Caiçara – uma outra abordagem sobre a gênese da identidade brasileira” (palestras na UNESP – São Vicente /SP, USP – São Paulo /SP, Casa da Cultura de Paraty – Paraty /RJ e Oficina Regional Pagu – Santos /SP).  Produtor Cultural: Organizador do “Sarau Caiçara – Pinacoteca Benedito Calixto” (Mapa Literário do Estado de São Paulo) e de Encontros Regionais de Cultura Caiçara realizados em São Vicente, Santos e Paraty. Curador e organizador da Mostra de Arte Contemporânea Caiçara - Santos /SP, Itinerâncias – Paraty /RJ, Virada Caiçara – São Vicente /SP e Vitrine Literária – SESC Santos.


HISTÓRICO DO GRUPO

            O “Núcleo de Pesquisa do Movimento - Imaginário Coletivo de Arte” agrega artistas do litoral paulista em suas diferentes linguagens e tem como proposta fortalecer e propagar a “Arte Contemporânea Caiçara”, valorizando nossas raízes e misturando-as à contemporaneidade. Formado em fevereiro de 2011, é resultado de anos de pesquisas desenvolvidas em diferentes áreas que culminaram na busca de uma nova sintaxe através da reflexão sobre os processos criativos na Arte Contemporânea Caiçara.

            Seus integrantes convergem da dança, eutonia, teatro, circo, música, literatura, filosofia e artes visuais. Estão diretamente ligados a experimentação através de núcleos de pesquisas desenvolvidos no grupo Percutindo Mundos – música contemporânea caiçara (2008), Grupo de Câmara Quatro Quartos, Núcleo de Pesquisa do Movimento - dança contemporânea (2011), Espaço de Consciência Corporal Célia Faustino - eutonia (2003), na Cia. Etra de Dança Contemporânea (2001) e no Projeto Canoa e Instituto Ocanoa – pesquisa da Cultura Caiçara (2007).

            Ao longo do tempo realizou encontros, oficinas e palestras, tais como o "Sarau Caiçara" - Pinacoteca Benedito Calixto - Santos /SP, "Mostra de Arte Contemporânea Caiçara" - Casa da Frontaria Azulejada - Santos/SP, "Itinerâncias - Encontros Caiçaras" - Casa da Cultura de Paraty - Paraty /RJ, "Sarau Filosófico" - SESC Santos - Santos /SP, "Virada Caiçara" - São Vicente /SP e Vitrine Literária - SESC Santos - Santos /SP.

            Seus trabalhos participaram da Bienal de Dança do SESC 2011, Virada Cultural 2010 e 2011, Cultura Livre SP 2012, Circuito Vozes do Corpo 2012.

            Em seu repertório constam os seguintes trabalhos:


HOMO LUDENS - fluxos, lugares e imprevisibilidades
dança contemporânea

O jogo da improvisação na dança e na música é o ponto de partida para a criação de intervenções urbanas. Os gestos instigam um novo olhar sobre a paisagem, os movimentos dos intérpretes no ambiente quebram a rotina e conduzem a uma reflexão sobre a transformação do espaço.

Núcleo de Pesquisa do Movimento Imaginário Coletivo de Arte
Concepção e direção: Célia Faustino, Edvan Monteiro, Márcio Barreto
Intérpretes-criadores: Célia Faustino, Edvan Monteiro, Flávia Sá,
Jean Ferreira, Márcio Barreto.
Criação sonora: Percutindo Mundos
Músicos: Márcio Barreto,Tarso Ramos, Alessandro Atanes,
Figurino: Núcleo de Pesquisa do Movimento Imaginário Coletivo de Arte
Fotografia: Christina Amorim

Duração: 20 minutos


ÁCIDOS TRÓPICOS - uma livre criação sobre a obra de Gilberto Mendes
música-teatro

Ácidos Trópicos é a possibilidade de criar inspirado no vasto universo sonoro de Gilberto Mendes, responsável pela renovação da música erudita. Através da música-teatro gilbertiana e seus desdobramentos, Ácidos Trópicos nos leva a um mundo imaginário onde a fantasia se corporifica em obra, tecendo releituras sobre a música erudita, experimental e popular, unindo-as à literatura, dança, cinema e teatro."
No elenco: Márcio Barreto, Célia Faustino, Jean Ferreira, Tarso Ramos, Alessandro Atanes, Flávia Sá, Edvan Monteiro.
Concepção, Dramaturgia e Direção: Márcio Barreto
Assistente de Direção: Célia Faustino
Direção Musical: Percutindo Mundos
Fotografia e Vídeo: Alex Hermes, Edvan Monteiro, Denise Rodrigues, Christina Amorim
Criação de Vídeos: Márcio Barreto, Edvan Monteiro


ATRO CORAÇÃO - uma livre adaptação sobre os limites do amor
teatro

Um retrato do amor que mistura os textos Romeu e Julieta e Otelo (Shakespeare), Lua na Sarjeta (David Goodis) e partes dos filmes O Colecionador (baseado na obra de John Fowles) e Cenas de um Casamento (Ingmar Bergman). Assim é Atro Coração - peça que coloca dois personagens míticos em uma situação limite: Lilith após ser expulsa do paraíso invade os sonhos do anjo Gabriel e o seduz. Para puní-los Deus os lança à Terra como homem e mulher. Destituídos de suas memórias vagam separados até que o acaso os une novamente. De um lado o amor não correspondido, do outro o amor que nasce do medo da morte. Uma história que nos faz pensar que não importa o que é o amor, mas o que fazemos com ele. No elenco Christy-Ane Amici e Márcio Barreto que também assina a dramaturgia e a direção. A trilha sonora é composta e executada ao vivo pelo grupo Percutindo Mundos e conta com tradução em libras. Duração: 50 minutos


PERCUTINDO MUNDOS - Universo em Gentileza
música

Com a apresentação "Universo em Gentileza" Percutindo Mundos celebra o Universo do Profeta Gentileza através da música, literatura e dança. Um convite à reflexão sobre o respeito, amor, cordialidade, simplicidade, gratidão, desapego, comunhão e afetividade.
Percutindo Mundos - tem sua criação voltada a ressignificação de identidades culturais, unindo o ancestral caiçara ao contemporâneo através da literatura, filosofia, dança e artes visuais. Suas paisagens sonoras remetem à influência das culturas indígena brasileira, portuguesa e africana misturadas à urbanidade e ao cosmopolitismo. Sua música é caracteriza pela harmonia dos timbres, o minimalismo, a aleatoriedade e a melodia percussiva. A apresentação é marcada pela criatividade, misturando linguagens e provocando reflexões. Instrumentação : percussão, clarinete, flauta, djeridoo, escaleta, violão, quimbau, rabeca, banjo, teclado, berimbau, theremin, viola erudita, baixo acústico. Duração: 01 hora

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Wisnikianas - visões antropofágicas na ilha de São Vicente

 "Wisnikianas - visões antropofágicas na ilha de São Vicente" é um mergulho na obra do músico, compositor e pesquisador vicentino José Miguel Wisnik. A apresentação é composta por fragmentos de sua obra interligados por reflexões sobre a identidade cultural brasileira e sua gênese. São recortados do  universo desuas pesquisas o antropofagismo, o futebol, a literatura, a imigração e a miscigenação. O processo de montagem se desenvolve a partir dos desdobramentos da música-teatro de Gilberto Mendes, assim como dos  processos ligados à "arte contemporânea caiçara", onde procuramos ressaltar o minimalismo, a aleatoriedade, o hibridismo e a relação entre o ancestral e o contemporâneo utilizando-se da literatura, a dança, o vídeo, o teatro e a música.

O grupo de música contemporânea caiçara "Percutindo Mundos" - tem sua criação voltada a ressignificação de identidades culturais  através de paisagens sonoras que remetem à influência das culturas indígena, portuguesa e africana misturadas à urbanidade e ao cosmopolitismo. Sua música é caracteriza pela harmonia dos timbres, o minimalismo, a aleatoriedade e a melodia percussiva.


Formado em janeiro de 2008, o grupo tem se apresentado regularmente desde agosto de 2011 no SESC Bertioga com os espetáculos Universo em Movimento, Universo em Gentileza, Percutindo o Samba e Mundocorpo, além de se apresentar em São Paulo e Rio de Janeiro em  diversos eventos, tais como: 30 anos do Lira Paulistana (FUNARTE -  2 010), Bienal de Dança do SESC (2011), Cultura Livre SP e III Circuito Vozes do Corpo  (direção e concepção musical do espetáculo "Homo Ludens" - dança contemporânea - 2012), Virada Cultural e Virada Cultural Paulista  (2009, 2010 e 2011), Itinerâncias e Cine Clube Paraty (Casa da Cultura de Paraty /RJ - 2008 e 2011), além da criação e realização dos eventos culturais: Sarau Caiçara - Pinacoteca Benedito Calixto, Museu de Pesca e Vila de São Vicente (12 edições), I e II Mostra de Arte Contemporânea Caiçara (Casa da Frontaria Azulejada), Virada Caiçara (São Vicente), Encontro de Cultura Caiçara - Vila de São Vicente e Pinacoteca Benedito Calixto (3 edições), Itinerâncias - Encontro de Cultura Caiçara São Vicente Paraty (Casa da Cultura de Paraty /RJ).   Em sua linha de trabalho constam também palestras na UNESP (São Vicente), UNIFESP  (Santos), USP (São Paulo), Oficina Pagu (Santos) e Casa da Cultura de Paraty, abordando  temas relacionados à Arte Contemporânea Caiçara.

Com Márcio Barreto (voz, percussão e sopro), Célia Faustino (voz, percussão e dança), Jean Ferreira (voz, percussão e dança), Felipe Faustino (percussão), Léo Augusto (percussão), Bira Aljahara (voz e percussão), Robson Peres (viola erudita) e Bruno Davoglio (baixo).

Duração: 01 hora