foto: Lairton Carvalho
quarta-feira, 30 de abril de 2014
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Mar Selvagem - Vicente de Carvalho - Teatro do SESC Santos
Mar Selvagem
Aos 90 anos de sua morte, os coletivos Percutindo Mundos e Cia Instável de Repertório estreiam espetáculo voltado à celebração de Vicente de Carvalho. Membro da Academia Brasileira de Letras, admirado por Fernando Pessoa e Euclides da Cunha, Vicente de Carvalho nos deixou uma obra repleta de precisão, lirismo e um profundo enlace com o mar e a vida caiçara.
Com direção de Márcio Barreto "Mar Selvagem" parte da obra do poeta do mar para homenagear e transformar sua poética através da música contemporânea caiçara do Percutindo Mundos, da dança de Célia Faustino e da interpretação do escritor Flávio Viegas Amoreira. Como convidados especiais o pianista Antonio Eduardo e a cantora Adriana Bernardes interpretam as composições de Gilberto Mendes "Sonho Póstumo" com poema de Vicente de Carvalho, "Peixes de Prata" com poema de Antonieta Dias de Morais e, com estréia nacional, "Eu vi Narcina um dia" com arranjo de Gil Nuno Vaz, enquanto o rapper $yro leva a poesia de Vicente de Carvalho ao freestyle.
Com vídeos de Márcio Barreto o espetáculo caminha pela multilinguagem e pela metanarrativa entrelaçando suas expressões e moldando sua paisagem poética.
Elenco: Robson Peres, Fernando Santos, Felipe Faustino, Lino Oliveira, Cris Sidoti, Rafael Ska, Márcio Barreto, Célia Faustino, Flavio Viegas Amoreira e a participação especial do pianista Antonio Eduardo, da cantora Adriana Bernardes e do rapper $yro.
Mar Selvagem - Vicente de Carvalho
12/04 | SAB | 20h
Teatro
SESC Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136
sábado, 29 de março de 2014
O Ovo de Smetak estreia no projeto Quinta Dá Dança
" O Ovo de Smetak - seis modos diferentes de se intuir o óbvio" é uma recriação sobre o universo do compositor, músico e artista plástico Walter Smetak. Seus textos, suas pesquisas sonoras e visuais são fragmentadas e reconstruídas a partir da improvisação da música, da dança e da interação audio-visual. Da poéticas do cinema mudo ao ruído das cidades, da fragmentação do cotidiano à
recombinação de camadas narrativas onde a dramaturgia virtualiza a paisagem
sonora e recombina signos e linguagens. A escuta como relação inter-semiótica
de ruídos, diálogos, sons, discursos, o cinema invisível, a tecnologia
artesanal. As novas possibilidades narrativas na música através da composição
em tempo real em processos multi-linguísticos envolvendo a literatura, a dança,
o vídeo e a filosofia relacionados à Walter Smetak. A instrumentação é composta
por instrumentos artesanais (quimbau, ovo smetakeano, berimbarco) e eletrônicos
(theremin), percussão corporal e instrumentos convencionais (rabeca, viola
erudita, trombone, clarinete, percussão). Ao final o público é convidado ao palco para uma improvisação coletiva de dança e música.
A apresentação ocorrerá dentro do projeto "Quinta dá Dança" produção do Fórum de Dança de Santos com apoio da Secretaria de Cultura de Santos, UNIFESP, Artes do Corpo, Carina Flat, DCMH e Super Vegetariano.
Na quarta-feira as 19h ocorrerá um bate-papo na UNIFESP - Artes do Corpo sobre a pesquisa do trabalho com a oficina:
"O Ovo de Smetak - seis modos diferentes de se intuir o óbvio"
Texto e Direção: Márcio Barreto
Com Célia Faustino, Marcio Barreto, Robson Peres, Felipe Faustino, Maria Tornatore.
Som: Rafael Ska
Projeção de Vídeo: Cristiano Sidoti
Iluminação: Edvan Monteiro
Quinta Dá Dança
Percutindo Mundos
O Ovo de Smetak - seis modos diferentes de se intuir o óbvio
18/04 | SEX | 20h
Teatro Guarany - Santos /SP
Entrada Gratuita
A apresentação ocorrerá dentro do projeto "Quinta dá Dança" produção do Fórum de Dança de Santos com apoio da Secretaria de Cultura de Santos, UNIFESP, Artes do Corpo, Carina Flat, DCMH e Super Vegetariano.
Na quarta-feira as 19h ocorrerá um bate-papo na UNIFESP - Artes do Corpo sobre a pesquisa do trabalho com a oficina:
"Cinema Invisível – práticas para uma dança contemporânea
caiçara"
O que pode um corpo carregado de memórias perdidas? Que gesto
esquece sua história? Através da ancestralidade e contemporaneidade de nossas
identidades culturais procura-se no corpo a dramaturgia que possibilita a
tessitura do improviso e suas relações com o espaço, a duração e a multilinguagem.
"O Ovo de Smetak - seis modos diferentes de se intuir o óbvio"
Texto e Direção: Márcio Barreto
Com Célia Faustino, Marcio Barreto, Robson Peres, Felipe Faustino, Maria Tornatore.
Som: Rafael Ska
Projeção de Vídeo: Cristiano Sidoti
Iluminação: Edvan Monteiro
Quinta Dá Dança
Percutindo Mundos
O Ovo de Smetak - seis modos diferentes de se intuir o óbvio
18/04 | SEX | 20h
Teatro Guarany - Santos /SP
Entrada Gratuita
sábado, 8 de março de 2014
Semana da Cultura Caiçara - Santos /SP
Resgatar a identidade ancestral de Santos e celebrar a contemporaneidade caiçara. Estes são os objetivos da Semana da Cultura Caiçara, data instituída em 2013 no Calendário Oficial de Santos. Este evento é comandado pela Secretaria Municipal de Cultura de Santos e conta com o apoio da Secretaria de Turismo, Secretaria de Educação, Secretaria de Cultura de Guarujá e SESC Santos, todos irmanados no sentimento de reconquista do espaço caiçara na mente dos santistas e visitantes. De 10 a 15 de março, várias atividades vão agitar a cidade, através da dança, da música, do artesanato, da gastronomia, da responsabilidade ecológica, das artes plásticas, da literatura e da fotografia. Serão cinco dias mágicos, que prometem resgatar definitivamente a essência original de Santos e do Litoral Paulista. Não deixe de participar desta grande festa e oferecer sua contribuição. Viva o Caiçara!
Seguindo um percurso que começa em 2009, o primeiro projeto de lei foi apresentado pelo pesquisador Márcio Barreto a então vereadora Telma de Souza. Em 2012 foi a apresentado ao diretor executivo da AGEM (Agência Metropolitana da Baixada Santista) Luciano Cascione através do vereador Marcelo Del Bosco. Em 2013 o vereador Douglas Gonçalves analisou o projeto e enfim, através da pesquisadora Catharina Apolinário foi apresentado ao vereador Sandoval Soares, sendo instituído através da lei 2920/2013.
A Semana da Cultura Caiçara de Santos será comemorada, pela primeira vez, entre os dias 10 e 15 de março de 2014. A data comemorativa tem como objetivo difundir a cultura caiçara e resgatar nos moradores do litoral a identidade com as coisas do mar e da natureza. O caiçara, em sua contemporaneidade, tem uma visão peculiar da vida e é esta visão que se busca durante a semana, criando uma sinergia entre produtores de cultura caiçara, comunidades características e tradições históricas. A Semana conta com a curadoria de Márcio Barreto e a organização de Sergio Willians (Secretário Adjunto de Cultura de Santos) e a jornalista e pesquisadora Catharina Apolinário.
Para maiores informações acesse o site oficial da Semana da Cultura Caiçara:
http://semanadaculturacaicara.com.br/
Para maiores informações acesse o site oficial da Semana da Cultura Caiçara:
http://semanadaculturacaicara.com.br/
O termo caiçara refere-se inicialmente aos habitantes das zonas litorâneas, caracterizava os indivíduos que viviam da pesca de subsistência. Mais tarde, o termo veio designar diversos itens de cunho cultural no litoral brasileiro. Geneticamente o caiçara é a mistura entre o indígena, o europeu e o negro, que resultou em um ser produtor de uma cultura rústica no Brasil segundo pesquisadores. Essa herança de costumes indígenas e a facilidade de acesso à Mata Atlântica e seus ecossistemas relacionados como o mangue, a restinga, lagoas e cursos d’água, possibilitou a independência e afirmação cultural e econômica destas comunidades do Litoral Sudeste Brasileiro.
foto: Kong Sang Sit
O dicionário Aurélio (2005) define Caiçara como “moradores do litoral Sul do Rio de Janeiro, litoral de São Paulo e litoral Norte do Paraná”. Na verdade, segundo o pesquisador Antonio Diegues, da Universidade de São Paulo – USP, a palavra “caiçara” tem origem tupi-guarani. “Caa” significa pau e mato; “içara” quer dizer armadilha, mas também dá nome a um tipo de proteção feita de galhos e varas que os índios usavam para pescar e colocavam em volta de suas casas. A pesquisadora e escritora Gioconda Mussolini (1980) define o caiçara como um ser anfíbio que vive entre a terra e o mar. Historicamente, os registros de populações caiçaras se referem à época da ocupação da costa do Brasil. Mas foi o relativo isolamento geográfico de algumas comunidades que as manteve preservadas e aos ambientes onde vivem.
foto: Tag MCZ
Alguns autores afirmam que, também são comunidades caiçaras aquelas populações de beira praia e beira rio ocorrentes em todos os municípios do litoral paulista, do litoral paranaense e, inclusive, algumas do litoral de Santa Catarina mantendo as mesmas características de formação étnica e parâmetros culturais que possibilitam a comparação.
Comunidade Caiçara e o Caiçara Contemporâneo
As comunidades caiçaras são marcadas por um estilo de vida peculiar. Em regra, vivem em áreas com recursos naturais em abundância, de modo sustentável, em plena comunhão com a natureza. A marca da cultura caiçara é a prática da agricultura de subsistência, tendo como base de sua alimentação o peixe e a mandioca, com que produziam a farinha.
Peixe com Mandioca. Foto: Franz
Fatores sociais, religiosos e econômicos, contudo, têm suprimido as comunidades caiçaras. Porém, encontramos nas cidades a forma contemporânea deste nativo da praia, e nas comunidades caiçaras, maneiras de adaptar-se ao novo contexto socioambiental. As comunidades buscam novas formas de subsistência e o caiçara urbano procura meios de conservar sua identidade, lembrando-se sempre de suas raízes culturais. Em Santos, comunidades como a Ilha Diana e Monte Cabrão e Caruara ainda guardam resquícios do modo de vida caiçara.
Ilha Diana. Foto: Kassá
PROGRAMAÇÃO
Dia 10 – Segunda-Feira
A Semana da Cultura Caiçara começa no dia 10 de março de 2014.Ponta da Praia – Estátua do Pescador
16:00 – Abertura oficial da “Semana da Cultura Caiçara”
16:15 – Lançamento da “Tarefa Fotográfica”, que vai colher imagens de temática caiçara através das redes sociais “Facebook” e “Instagram”
16:30 – Intervenção de dança e música (improvisação coletiva) “O pescador de sonhos” com os bailarinos Célia Faustino, Virginia Spósito, Ariadne Felipe, Edvan Monteiro, Celso Fabiano, Cris Oliveira e os músicos Alexandre Monteiro, Márcio Barreto, Felipe Faustino, Robson Peres, Fernando Santos
17:30 – Sarau “Mar Selvagem” (Madô Martins, Regina Alonso e Ricardo Rutigliano Roque)
Câmara Municipal de Santos
18:00 – Comunicação à Câmara Municipal de Santos na Sessão Ordinária, com abertura de palavra aos organizadores da Semana da Cultura Caiçara
Dia 11 – Terça-Feira
Pinacoteca Benedicto Calixto
09:00 – Exposição “De Sampa ao Cais” de Cristiano Sidoti (aberto à visitação até as 18:00)
Restaurante-Escola Bistrô
12:00 – Cardápio Caiçara
12:30 - Musica Caiçara instrumental com Robson Peres
Caruara
16:00 – Cine Comunidade Caiçara (André Azenha) – Documentário “Viola Peregrina” (Mongue prod.) e o curta metragem “Feira-livre”, do diretor santista Dino Menezes.
Dia 12 – Quarta-Feira
Pinacoteca Benedicto Calixto
09:00 – Exposição “De Sampa ao Cais” de Cristiano Sidoti (aberto à visitação até as 18:00)
Restaurante-Escola Bistrô
12:00 – Cardápio Caiçara (até as 15:00)
13:00- Musica Caiçara instrumental com Robson Peres
Ilha Diana
13:00 – Gastronomia Caiçara
16:00 – Cine Comunidade Caiçara (André Azenha) – Documentário “Viola Peregrina” (Mongue prod.) e o curta metragem “Feira-livre”, do diretor santista Dino Menezes.
Dia 13 – Quinta-Feira
Pinacoteca Benedicto Calixto
09:00 – Exposição “De Sampa ao Cais” de Cristiano Sidoti (aberto à visitação até as 18:00)
Restaurante-Escola Bistrô
12:00 – Cardápio Caiçara (até as 15:00)
13:00 - Música Caiçara instrumental com Robson Peres
Fortaleza da Barra
15:00 – Debate “A identidade caiçara na contemporaneidade” com Antonio Carlos Diegues (USP), Christina Amorim (jornalista) e Márcio Barreto (Imaginário Coletivo de Arte) com mediação de Catharina Apolinário
Dia 14 – Sexta-Feira
Pinacoteca Benedicto Calixto
09:00 – Exposição “De Sampa ao Cais” de Cristiano Sidoti (aberto à visitação até as 18:00)
Restaurante-Escola Bistrô
12:00 – Cardápio Caiçara (até as 15:00)
Praça Mauá
13:00 – Projeto “Música na Praça” com “Danilo Nunes”
Ilha Diana
14:00 – Integração Ilha e continente com a visita de crianças do programa Escola Total na Ilha Diana com visita monitorada pela comunidade.
15:00 – Lançamento do Programa “Escola Total” na Ilha Diana
15:30 – Contação de histórias “Lendas e crenças do povo do mar”.
Dia 15 – Sábado
Pinacoteca Benedicto Calixto
09:00 – Exposição “De Sampa ao Cais” de Cristiano Sidoti (aberto à visitação até as 18:00)
Ilha Diana (saída de Santos, da Estação das Barcas)
10:00 - Roteiro Ecoturístico na Ilha Diana
Restaurante-Escola Bistrô
12:00 – Cardápio Caiçara (até as 15:00)
13:00 – Musica Caiçara com Antônio do Pinho
Praça Mauá
12:00 – “Friccionados” (quarteto de cordas) – Música
13:00 – “Percutindo Mundos” – Música
SESC Santos
15:00 – Oficina de construção de instrumentos caiçaras – Cleiton do Prado Carneiro
Estátua do Pescador
17:00 – Encerramento
Matéria A Tribuna, de 5 de março de 2014
logo da Semana da Cultura Caiçara: Fabio Tatsubô
texto: Márcio Barreto, Sergio Willians
fonte: http://semanadaculturacaicara.com.br/
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