sexta-feira, 22 de março de 2013

Catálogo da Junk Percussion - por Pedro Consorte

Catálogo da Junk Percussion

15 de março de 2013, por Pedro Consorte
http://www.batera.com.br/Artigos/catalogo-da-junk-percussion
 
Essa publicação surgiu a partir de uma série de pedidos vindos de bateras, percussionistas e pessoas interessadas no assunto. Como não há muito publicado em relação aos recursos alternativos de música, aqui vai uma pesquisa organizada em forma de lista.

Abaixo, você encontrará grandes nomes, nacionais e internacionais, do universo da música produzida a partir de instrumentos não convencionais: junk percussion, música com sucata, construção de instrumentos, etc. Divirta-se!

Obs: se você souber outros nomes ou se tiver sugestões, por favor, comente!

 
INTERNACIONAL

GRUPOS:

STOMP

Lost and Found Orchestra

Body Rhythm Factory

Mayumana

Tekeye
 
Crew Percussion
 
Plastikmusic
 
Recycled Percussion
 
Vienna Vegetable Orchestra
 
Trash Arts Projects
 
Residual Gurus
 
Bubble Beatz
 
Tararam
 
Pulse Effect
 
Blue Man Group

U R R A K A
 
Kimba Fa
 
Bang On!
 
Clatteratti
 
Weapons of Sound
 
Einstuerzende Neubauten

SOLO:

Len Solomon
 
Ken Butler
 
Diego Stocco
 
Joe Raciti
 
Max Vandervorst
 
Sean Friar


BRASIL
 
GRUPOS:

Uakti
 
Sucateando
 
GEM (Grupo Experimental de Música)
 
Patubatê
 
Percutralha
 
Percutindo Mundos
 
Percussucata
 
Ayer

SOLO:
 
Hermeto Pascoal
 
Walter Smetak
 
Tom Zé
 
Loop B
 
Antonio Panda gianfratti
 
Wem
 
Siri
 
Cyro Baptista
 
Kiko Menezes

Pedro Consorte
 
 
Nasceu em uma família de artistas, pesquisadores, provocadores e, quando tinha 3 anos, ganhou sua primeira bateria. Desenvolveu-se nas áreas da percussão, percussão corporal e artes performáticas, apresentando-se, orientando pesquisas e dando cursos em diversos países (EUA, Inglaterra, Rússia, Itália, Áustria, Alemanha, Suíça e Brasil). Em seu histórico: show internacional STOMP, grupo de estudos de música corporal FRITOS, graduação em Comunicação das Artes do Corpo (PUC-SP), cursos e workshops (corpo, som e movimento) e artigos para sites e revistas.
 

quinta-feira, 21 de março de 2013

MENTE & ARTE - SUBJETIVO INFINITO


Companhia Instável de Repertório convida:


MENTE & ARTE - SUBJETIVO INFINITO COM RENATO TARDIVO 
O encontro pretende discutir a ligação entre criatividade, inventividade e distúrbios, emoções destoantes e transtornos pós-modernos. Com Renato Tardivo, escritor, psicanalista, mestre e doutorando em Psicologia Social da Arte . Autor dos livros de contos Do avesso e Silente, além de Porvir que vem antes de tudo: Literatura e cinema em “Lavoura arcaica”. Mediação: Flávio Viegas Amoreira. 

SESC SANTOS
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Santos SP
Sala 01.
23/03. Sábado, das 17h às 19h.
 
Não recomendado para menores de 14 anos. 
Grátis.

segunda-feira, 4 de março de 2013

"Danielle em surdina, longsam" - primeiro romance de Gilberto Mendes (Ed. Algol)


A Editora Algol tem a honra de convidar amigos, admiradores e leitores para o lançamento do romance"DANIELLE em surdina,langsam", primeira obra de ficção do maestro Gilberto Mendes. Além de memorialista, é considerado o mais importante compositor erudito brasileiro contemporâneo. Com um estilo de raro virtuosismo, o recém nonagenário músico nos dá um belíssimo painel de sua juventude com atmosfera de primorosa sofisticação ao tratar de temas como o amor em tempos turbulentos entrecortados de evocações preciosas da Alta Cultura. 

Com introdução do escritor Flávio Viegas Amoreira, o genial compositor alinha como um Goethe no conteúdo e Cortázar na atualíssima construção de sua narrativa, um painel cosmopolita dum amor que atravessa quase sete décadas entre o mítico porto de Santos e recônditas paisagens germânicas. Tudo embalado por uma aura de "Film noir" e transmodernidade.

Artista múltiplo, agora Mendes vence novo desafio pós-vanguardista: a atemporalidade de sua literatura carregada de intertextualidade como um caleidoscópio cultural do mundo que ele viveu para musicar e contar.

Lançamentos em Santos e São Paulo:

16 de março, 17h - Pinacoteca Benedicto Calixto de Santos - Av. Bartolomeu de Gusmão,15 - Santos /SP


19 de março, 18h - Casa das Rosas - Av. Paulista, 37 - São Paulo /SP


Semana Rui Ribeiro Couto - Percutindo Mundos


O grupo Percutindo Mundos interpreta a poesia de Rui Ribeiro Couto no Parque Municipal Roberto Mario Santini (emissário submarino) no dia 17/03 (domingo), as 16:30h, durante a Semana Cultural Rui Ribeiro Couto, promovida pela Secretaria de Cultura de Santos,


Através de um repertório repleto de ambiências sonoras e impregnado pela música-cinema, o grupo Percutindo Mundos traz à tona a literatura viva e instigante de Rui Ribeiro Couto, capaz de unir o mar às nossas mais profundas memórias e à nossa contemporaneidade. Autor de "Cabocla" - adaptada duas vezes para a televisão, além do "Le jour est long" (escrito em francês) agraciado em 1958, em Paris, com o "Prêmio Internacional de Poesia" outorgado a estrangeiros, Ribeiro Couto foi jornalista, embaixador e um importante divulgador da literatura brasileira no estrangeiro.


Com direção de Márcio Barreto, a intervenção é uma mistura de linguagens artísticas que envolve a música, dança e poesia, convidando o público a tocar, dançar e improvisar junto com os músicos.


Com:

Márcio Barreto (voz, percussão, sopro e dança)

Célia Faustino (voz, percussão e dança)

Felipe Faustino (percussão)

Robson Peres (viola erudita)

Bruno Davoglio (baixo acústico)


Semana Cultural Rui Ribeiro Couto

"Percutindo Mundos - Poéticas para um novo tempo"

17/03 - Dom - 16:30h

Parque Municipal Roberto Santini (emissário submarino)
Av. Presidente Wilson, em frente ao nº 169 - José Menino - Santos /SP

GRATUITO

domingo, 27 de janeiro de 2013

Poéticas


"Percutindo Mundos: Poéticas para um novo tempo" traz ao palco uma literatura viva, instigante, capaz de unir o mar às nossas mais profundas memórias e à nossa contemporaneidade. Com direção de Márcio Barreto, o espetáculo é uma mistura de linguagens artísticas que envolve a poesia, música, vídeo e dança, convidando o público a celebrar a riquíssima literatura caiçara. 

foto: Fabio Peres Passos

Através de um repertório repleto de ambiências sonoras e impregnado pela música-cinema, o grupo Percutindo Mundos interpreta a poesia de Martins Fontes, Vicente de Carvalho, Rui Ribeiro Couto, Narciso de Andrade, Roldão Mendes Rosa, Regina Alonso, Madô Martins, Márcio Barreto, Marcelo Ariel, Flávio Viegas Amoreira e Ademir Demarchi tecendo novas tessituras e lugares por onde a palavra se movimenta livremente.  
foto: Fabio Peres Passos
A música se une à literatura, à dança, ao vídeo e à filosofia para refletir sobre nossa movência no universo e criar novos significados e possibilidades de expressão através de zonas proximais de ressignificação metalingüística, estabelecendo questionamentos sobre a atual condição identitária do homem e do lugar em que vivemos. O valor da obra consiste exatamente na preservação e reinvenção desta cultura local e genesíaca - o caiçara visto como expressão de ancestralidade, cosmopolitismo e contemporaneidade, formador de uma identidade nascida de diferentes culturas estrangeiras.

foto: Fabio Peres Passos
Para o escritor Marcelo Ariel  "a poesia é uma prova de que somos mais do que sonham as máquinas". Poetas que desde Martins Fontes tem levado a literatura santista ao Brasil e ao mundo, onde foram traduzidos em diversos idiomas, reconhecidos por universidades americanas e européias e inseridos definitivamente na história da literatura brasileira. Dedicado à memória do músico e poeta Zéllus Machado, o espetáculo  foi inspirado no depoimento do compositor Gilberto Mendes sobre a literatura santista, parte do documentário "90 anos, 90 vezes Gilberto Mendes" - do diretor Carlos de Moura Ribeiro Mendes.  
 
foto: Fabio Peres Passos
foto: Fabio Peres Passos
Deste modo, o processo criativo, como imagética genesíaca, desdobra-se em releituras identitárias que situam o invisível dentro da ficção social do espaço conduzido pelo discurso poético corporal: a reinterpretação do passado como noção transformadora do presente através do consciente coletivo, suas memórias, tradições, nomadismos e hibridismos. O corpo visto como palavra, lugar, música, afetividade e suas relações com o tempo, espaço, identidade, alteridade e memória – a dança como espaço criativo e simbiótico de permanências instantâneas e habitações momentâneas, o não-lugar, a reinvenção da realidade a partir do contato da pele.

foto: Fabio Peres Passos

Para o jornalista Marcus Vinicius Batista "assistir ao Percutindo Mundos é entender que se está diante de um processo singular. É um traçado que rasga as linhas óbvias da cultura de massa. Se o maestro Gilberto Mendes é a inspiração, o mar interpreta o fio condutor dos olhares..." e completa "este grupo resiste e insiste em nos indicar que é possível fisgar, limpar e digerir uma cultura local, impregnada de experiências pessoais, porém atenta à dinâmica social e política do litoral. Esta cultura caiçara em gestação (luto contra a tentação da palavra “nova” pelo reducionismo do rótulo) é coletiva, embora respeite as individualidades artísticas, num diálogo horizontal".  
Ao final, platéia, músicos, escritores e bailarinos se unem no palco para improvisarem através da "música livre caiçara".

foto: Fabio Peres Passos

Ficha Técnica

Direção: Márcio Barreto
Elenco: Antonio Eduardo (piano), Bruno Davoglio (baixo acústico), Célia Faustino (voz, percussão e dança), Felipe Faustino (percussão), Flávio Viegas Amoreira (poesia), Marcelo Ariel (poesia), Márcio Barreto (voz, percussão, sopro), Robson Peres (viola erudita)
Criação de vídeos: Márcio Barreto
Projeção de vídeos: Edvan Monteiro
Som: Paulo Resende
Fotografia: Fabio Peres
Iluminação: Edvan Monteiro

Duração: 01h15

foto: Fabio Peres Passos

foto: Fabio Peres Passos

foto: Fabio Peres Passos
foto: Fabio Peres Passos
foto: Fabio Peres Passos

foto: Fabio Peres Passos

foto: Fabio Peres Passos

foto: Fabio Peres Passos

foto: Fabio Peres Passos

foto: Fabio Peres Passos

foto: Fabio Peres Passos

foto: Fabio Peres Passos

foto: Fabio Peres Passos

foto: Fabio Peres Passos

foto: Fabio Peres Passos
 

 Ficha Técnica

Direção: Márcio Barreto
Elenco: Antonio Eduardo (piano), Bruno Davoglio (baixo acústico), Célia Faustino (voz, percussão e dança), Felipe Faustino (percussão), Flávio Viegas Amoreira (poesia), Marcelo Ariel (poesia), Márcio Barreto (voz, percussão, sopro), Robson Peres (viola erudita)
Criação de vídeos: Márcio Barreto
Projeção de vídeos: Edvan Monteiro
Som: Paulo Resende
Fotografia: Fabio Peres
Iluminação: Edvan Monteiro

Duração: 01h15





terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Um olhar sobre o espetáculo Percutindo Mundos: poéticas para o novo tempo. Testemunhamos uma revolução cultural caiçara?

O Manifesto caiçara  - por Marcus Vinicius Batista

 http://conversasedistracoes.blogspot.com.br/2013/01/o-manifesto-caicara.html

 



É impossível ter certeza e não me arriscaria a responder ou julgar o entendimento delas, mas tenho fé que cerca de 100 pessoas testemunharam, no último sábado, no Teatro do Sesc, em Santos, um sinal de mudança. Como se o teatro, endereço ocular de grandes espetáculos, discretos fracassos, artistas de raro talento e celebridades alçadas e perdidas nas coxias, percebesse que naquela noite renascia uma cultura. Na enésima reinvenção de si mesma, energizada pela persistência em se manter na frente de batalha.

O teatro observou o parto normal – com a inerência das dores – de uma lenta metamorfose nas entranhas de Santos. E a duas quadras do mar, laço de amor que empurrava artistas de variadas origens à iluminação do palco.

No espetáculo “Percurtindo Mundos – Poéticas para um novo tempo”, o capitão da nau é o multi-instrumentista Márcio Barreto. Mais do que talentoso, ele é um manifestante político. Parece uma criança que se diverte por horas dentro da bagunça organizada do quarto, onde somente ela sabe onde ficam os brinquedos e até onde se pode viajar. 



Inquieto e aglutinador, Márcio conduziu a embarcação, repleta de músicos e poetas, com ares de corsário, flexível ao balanço das marés de vanguarda, ágil em adaptar o navio às alterações de curso enquanto saqueava as novas poéticas que surgiam no navegar do espetáculo.

Assistir ao Percutindo Mundos é entender que se está diante de um processo singular. É um traçado que rasga as linhas óbvias da cultura de massa. Se o maestro Gilberto Mendes é a inspiração, o mar interpreta o fio condutor dos olhares, talvez o que mais os aproxime dentro do palco.

O mar reside nas palavras dos poetas convidados, ao vivo ou por suas criações. Gente como Ademir Demarchi, Marcelo Ariel, Márcio Barreto, Madô Martins, Flávio Viegas Amoreira, Regina Alonso, Narciso de Andrade, Roldão Mendes Rosa, Martins Fontes, Vicente de Carvalho e Rui Ribeiro Couto.

O mar está nas mãos do pianista Antônio Eduardo, que navegam pelo piano a traçar obras que homenageiam a terra caiçara. O mar que regurgita sons nas mãos do percussionista Felipe Faustino e nas cordas de Bruno Davoglio e Robson Peres.

O mar é um peixe hospedeiro que cola nos movimentos de corpo de Célia Faustino, a única mulher em cena, hábil em transpirar os poemas como extensões de sua dança. Ou seria o contrário?

Este grupo resiste e insiste em nos indicar que é possível fisgar, limpar e digerir uma cultura local, impregnada de experiências pessoais, porém atenta à dinâmica social e política do litoral. Esta cultura caiçara em gestação (luto contra a tentação da palavra “nova” pelo reducionismo do rótulo) é coletiva, embora respeite as individualidades artísticas, num diálogo horizontal.

A coletividade, no entanto, não se resume à reunião de artistas no palco. Ela só existe por conta de uma intersecção que exige a criação social, como uma sessão de jazz que incorpora o som das ondas da baía.

Neste parto coletivo, o público é também pai e mãe. Como na imagem acima, que registra o embarque de parte da plateia no palco do Sesc, cúmplice em recriar dança e música que havia acabado de vivenciar. 

A próxima escala é a Pinacoteca Benedito Calixto. No próximo sábado, acontece o III Sarau Santista, às 16 horas. É mais uma página para a celebração cultural (e revolução política) que começa a se desenhar, a seu próprio caminhar caiçara, na cidade.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

III Sarau Santista - Pinacoteca Benedicto Calixto






















Escritores, músicos, pensadores e bailarinos, através de sua arte, refletirão sobre a identidade cultural santista, suas origens e desdobramentos na contemporaneidade no aniversário da cidade.

Organizado por Flávio Viegas Amoreira,  Márcio Barreto e Regina Alonso o evento contará com a participação do grupo Percutindo Mundos, Companhia Instável de Repertório, Sidarta, o pianista Antonio Eduardo, Alice Mesquita, Regina Alonso, Madô Martins, Ademir Demarchi, Alessandro Atanes, Marcia Costa, Maíra de Souza, Angela Castelo Branco, Rogério Baraquet, Maria Teixeira, Manoel Herzog e José Simonian.

III Sarau Santista
26/01 | Sábado | 16h
Pinacoteca Benedicto Calixto
Av. Bartolomeu de Gusmão, 15 - Santos /SP
Entrada Gratuita