terça-feira, 30 de setembro de 2008
sábado, 30 de agosto de 2008
percutindo mundos - oficina "teatro canoa"
“Teatro Canoa” é um projeto experimental de teatro de rua e música livre. Fundamenta-se no estímulo da criatividade individual e de grupo através do manejo dos conhecimentos oferecidos e do trabalho de pesquisa da cultura brasileira, abrindo espaço para a discussão filosófica sobre nossa identidade cultural.
Visa a valorização do indivíduo através da arte e de sua identidade cultural, oferecendo subsídios para que a criatividade fortaleça a cidadania.
O projeto fundamenta-se na criação de ferramentas culturais que possibilitam a produção autoral, fomentando a pluralidade artística.
Márcio Barretoteatro canoa - vídeo
sábado, 28 de junho de 2008
segunda-feira, 23 de junho de 2008

Primeiro Manifesto da Arte Contemporânea Caiçara
Não nos enganemos, somos caiçaras, filhos do mar, dos índios, dos negros e dos europeus. Somos a contemporaneidade ancestral.
Misturada nossa identidade caiçara ao caudaloso vórtice da virtualidade resta-nos a universalidade e o inconsciente coletivo de todos os entes.
Arte não é dos artistas, nem dos museus, muito menos das galerias e coleções particulares.
A arte é nossa. É de qualquer um que não tema o ridículo. É de todos que se aventuram pelo conhecimento, que movem seus pés e saem do lugar.
Que a arte seja o veículo transformador da vida, que através dela se propaguem idéias e universos.
Toda arte é orgânica.
Libertemos a arte de seus conceitos.
Busquemos o novo.
Fora o virtuosismo que consome e transforma em deserto as emoções!
Música contemporânea caiçara, fruto da batalha entre a limitação e a criatividade, da busca incessante por novos olhares, lugares, pessoas.
Arte sinestésica.
Percussão melódica, minimalista e tribal.
Música para os olhos, mentes e corações.
Márcio Barreto
A caligrafia, sua arte e suas implicações na personalidade
A Caligrafia...
Música e letra: Márcio Barreto
Mundos infinitos
Poderemos esperar do óbvio o mistério?
Mundos paralelos
Mundos infinitos
O toque, o hálito
Onde você estará agora estando ao meu lado?
Onde quer que seja qualquer lugar
Que você sonha e eu acordado não sinto e nem vejo
O cheiro,
O toque,
O hálito,
O ar
Você está a léguas e léguas daqui
E ao ver seus olhos fechados
Seus semi despertos olhos fechados,
Abertos aos delírios de mundos pessoais
Mundos que nem eu sei dizer como são
Mundos que somente você conhece
E deles deixa apenas transparecer
Como o suor que sai de sua pele
Mundos desconhecidos
Significações, interpretações
Signos e mais signos
Impregnando o ar com suas cores, formas, sabores
Você não acorda,
Certamente dormirá até amanhã
E pela manhã eu mirarei seus olhos cansados
E despertarei em uma praia
Mas em uma praia tão distante
Que você nunca saberá quem sou eu
A nudez da alma
A música, enfim. Seriam eternidades milimetricamente infindas, universos da possibilidade. No entanto, o que parece fincar profundamente a música no coração é justamente a simplicidade. Veja a música popular, folclórica, sua riqueza, seus timbres, sua sabedoria, com pouquíssimo conhecimento e muita vivência comunicam verdade, autenticidade... A profundidade de uma música não está em seu virtuosismo, na sua técnica, ela está na emoção, na possibilidade das transformações. Não esqueçamos que a música está em tudo, no trânsito, em um bater de asas, no choque das ondas contra as pedras, nas conversas entre cortadas pelas ficções sociais. A música é o silêncio que alimenta nossos sonhos enquanto estamos acordados.Toda forma de a arte contempla três elementos, a identidade, a comunicabilidade e a identificação. Assim, qualquer obra necessita expressar uma linha de pensamento, uma perspectiva inerente ao autor, este ponto conceitua sua identidade, suas características frente ao mundo. Afora isso, a obra precisa de elementos que a tornem comunicável, inteligível, e quanto mais universal for sua mensagem, maior será seu poder de comunicação. Resta ainda a identificação, este é o ponto chave, pois quando alguém vivencia uma obra e nela se vê refletido, passando pelo mesmo questionamento do autor e sendo levado a outros modos de pensar sua vida, tem-se então a arte em sua perspectiva mais genial, a possibilidade de mudar o mundo e criar outros além.
Márcio Barreto




