"Percutindo Mundos: Poéticas para um novo tempo" traz ao Teatro do SESC Santos uma
literatura viva, instigante, capaz de unir o mar às nossas mais
profundas memórias e à nossa contemporaneidade. 19/01 - Sábado - 20h.
Com direção de Márcio Barreto, o espetáculo é uma mistura de linguagens artísticas que envolve a poesia, música, vídeo e dança,
convidando o público a celebrar a riquíssima literatura caiçara.
Através de um
repertório repleto de ambiências sonoras e impregnado pela
música-cinema, o grupo Percutindo Mundos interpreta a poesia
de Martins Fontes, Vicente de Carvalho, Rui Ribeiro Couto, Narciso de
Andrade, Roldão Mendes Rosa, Regina Alonso, Madô Martins, Márcio Barreto, Marcelo Ariel, Flávio Viegas Amoreira e Ademir Demarchi tecendo novas tessituras e lugares por onde a palavra se movimenta
livremente.
Para o escritor Marcelo Ariel "a poesia é uma prova de que somos mais do que
sonham as máquinas". E de sonhos, história e realizações Santos está plena. Poetas que desde Martins Fontes tem levado a literatura santista ao Brasil e ao mundo, onde foram traduzidos em diversos idiomas, reconhecidos por universidades americanas e européias e inseridos definitivamente na história da literatura brasileira. Dedicado à memória do músico e poeta Zéllus Machado, o espetáculo foi inspirado
no depoimento do compositor Gilberto Mendes sobre a literatura
santista, parte do documentário "90 anos, 90 vezes Gilberto Mendes" - do
diretor Carlos de Moura Ribeiro Mendes.
Ao
final, platéia, músicos, escritores e bailarinos se unem no palco para
improvisarem. Com Márcio Barreto (direção, voz, sopro, cordas, percussão) - foto: Christina Amorim
Célia Faustino (voz, dança e percussão) - foto: Christina Amorim
Bruno Davoglio (contra-baixo acústico) - foto: Christina Amorim
Robson Peres (viola erudita) - foto: Christina Amorim
Felipe Faustino (percussão) - foto: Christina Amorim
e a participação especial do pianista Antonio Eduardo - foto: internet
e dos escritores Flávio Viegas Amoreira - foto: Flávio Meyer
e Marcelo Ariel - foto: Fernando Ricci
Ficha técnica:
Direção: Márcio Barreto
Músicos, poetas e intérpretes-criadores: Antonio Eduardo, Bruno Davoglio, Célia Faustino, Felipe Faustino, Flávio Viegas Amoreira , Marcelo Ariel, Márcio Barreto, Robson Peres
Vídeo: Márcio Barreto
Som: Paulo Resende
Iluminação: Edvan Monteiro
Fotografia: Adilson Félix
Percutindo Mundos: Poéticas para um novo tempo 19/01 - Sábado - 20h TEATRO - SESC Santos Rua Conselheiro Ribas, 136 - Santos /SP Entrada Gratuita
"Poéticas para um novo tempo" traz uma literatura viva, instigante,
capaz de unir o mar às nossas mais profundas memórias e à nossa
contemporaneidade.
Percutindo Mundos interpreta a
poesia de Vicente de Carvalho, Rui
Ribeiro Couto, Regina Alonso, Márcio Barreto, Marcelo Ariel, Madô
Martins, Flávio Viegas Amoreira e Ademir Demarchi através de um
repertório repleto de ambiências sonoras, lugares por onde a poesia se
movimenta livremente.
Em forma de sarau a poesia
mistura-se à música e à dança, convidando o público a recitar, tocar com
os músicos ou dançar. Entre as intervenções o grupo fala sobre os
autores escolhidos e sua importância para a literatura brasileira.
Para a apresentação é preciso estar hospedado no SESC Bertioga ou utitiza-lo como Balneário, com direito a permanência das 8h às 18h (incluso: almoço, vestiário, piscina, quadra de esportes, sala de jogos e estacionamento). O SESC Bertioga é a primeira unidade do Brasil, construído em um lugar de rara beleza natural. Mais informações: www.sescsp.org.br/bertioga
Com:
Márcio Barreto(voz, sopro, cordas, percussão e teclados), Célia
Faustino (voz, dança e percussão), Bruno Davoglio (contra-baixo acústico), Robson Peres (viola
erudita).
"Estudos
para o azul" é um processo de pesquisa que mergulha no universo paguniano
trazendo a tona referências como o teatro de Arrabal (“Fando e
Lys”), Samuel Beckett (“Esperando Godot”) e a "música
nova" de Gilberto Mendes entrelaçadas pela música-cinema do Percutindo
Mundos.
Através da multilinguagem (dança/música/teatro/literatura)
a pesquisa traça um paralelo entre os últimos anos de vida de Patrícia
Galvão em Santos, para onde se mudou em 1954, e as atuais perspectivas da
arte no uso dos espaços urbanos, trazendo a tona questionamentos sobre a
vanguarda e a procura de novos caminhos de expressão na relação com o público. Inspirado
no livro“De Pagu a Patrícia Galvão – o
último ato” de Márcia Costa, o processo desdobra-se em cada intervenção.
Criação e direção:
Célia Faustino
Dramaturgia e direção musical:
Márcio Barreto
Intérpretes-criadores:
Célia Faustino, Márcio Barreto, Alessandro
Atanes, Maria Tornatore, Marília Fernandes
Realização:
Núcleo de Pesquisa do Movimento - IMAGINÁRIO
Coletivo de Arte
"Estudos Para o Azul"
Núcleo de Pesquisa do Movimento - Imaginário Coletivo de Arte
11/01 - 18 e 19h
25/01 - 19 e 20h
"Mundo Móvel"
Debate com Márcia Costa e intérpretes-criadores
25/01 - 20h15
SESC Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Santos /SP
Gratuito
Texto: Célia Faustino e Márcio Barreto
Fotos: Márcio Barreto
A Eutonia é
uma prática corporal que promove a consciência do indivíduo para cuidar
melhor do corpo e
da mente, a partir do equilíbrio do tônus (ou da energia). Os grandes
benefícios dessa prática serão divulgados durante os meses de outubro e
novembro pela eutonista e educadora corporal Célia Faustino, que levará
para
dois espaços de Santos uma palestra temática com entrada gratuita (veja
datas e endereços abaixo).
No início do século XX a alemã Gerda
Alexander criou a Eutonia. Seu sonho era ser bailarina, mas, aos 16
anos, uma febre reumática a levou a uma endocardite. Foi proibida de se
exercitar, não podendo acelerar os batimentos cardíacos e nem a
respiração. Passou a pesquisar um jeito de usar o corpo sem desgaste por
meio do desenvolvimento da Eutonia, a partir de movimentos mínimos que
realizava na cama. Viveu em plena atividade até os 86 anos.
A palavra
Eutonia significa tensão em equilíbrio; tônus harmonioso. Célia
Faustino, formada pela Escola Brasileira de Eutonia e pela Escola do
Movimento Ivaldo Bertazzo, é uma das poucas especialistas a difundir a
prática na Baixada Santista. As aulas no Espaço de Consciência Corporal
Célia Faustino consistem em momentos de atividade/passividade,
observação do corpo para ampliar a
percepção, o uso do toque, o movimento a partir da consciência dos
ossos, através do uso de materiais como bambus, toras de madeira,
bolinhas de tênis e almofadas.
Trata-se de um caminho preventivo,
indicado para pessoas de todas as idades, já que melhora a qualidade de
vida respeitando o ritmo pessoal de cada um. Mas também é indicado como
auxiliar na cura de vários problemas físicos e psicológicos. Em anos de
trabalho, são vários os relatos de alunos que obtêm resultados positivos
com a prática, como a cura e o alívio para tensões musculares, dores de
coluna, insônia e depressão. À medida que
conhece o corpo, o aluno aprende a economizar energia e equilibrar as
tensões, reconhecendo suas necessidades de atividade, de descanso e
incorporando hábitos saudáveis. O potencial terapêutico da Eutonia torna
grande a sua abrangência, podendo ser aplicada tanto na área da
terapia, da pedagogia como também na área artística, explica Célia, que
também é bailarina, coreógrafa e pesquisadora em dança.
A vivência "Consciência e Expressão do Corpo" abordará os seguintes tópicos: harmonização de tônus para
obtenção
de melhor qualidade de vida, sobre a importância do toque (atenção e
presença), espaço interno e volume (fluxo de energia) e movimento
eutônico (individualidade e criatividade).
“Aerografias - celebração móvel” procura
ressignificar a arte caiçara trazendo-a para o âmbito do contemporâneo e do
experimental, possibilitando novos recortes curatoriais e combinações
multi-linguísticas, onde a música se une à literatura, à dança, ao vídeo e à
filosofia para refletir sobre nossa movência no universo e criar novos
significados e possibilidades de expressão através de zonas proximais de ressignificação
metalingüística, estabelecendo questionamentos sobre a atual condição
identitária do homem e do lugar em que vivemos, onde culturas específicas são
engolidas por centros irradiadores e esquecidas pela cultura de massa. Uma
percepção da arte como experiência inventiva, fundadora e identitária em um
universo fragmentado pelo cotidiano. Baseada
nas especulações de Stuart Hall, sociólogo e pensador jamaicano, acerca da
identidade cultural na pós-modernidade, os intérpretes-criadores transitam pela
obra dos escritores portugueses Jorge Melícias e Luís Serguilha e suas relações
com a poética dos escritores brasileiros Flávio Viegas Amoreira e Marcelo Ariel.
A paisagem sonora baseia-se na obra do compositor português Jorge Peixinho e do
compositor brasileiro Gilberto Mendes – executadas pelo pianista Antônio
Eduardo, assim como na música-cinema (ambiência derivada pelo processo de
colagem de fragmentos de filmes, discursos, ruídos, etc.) do grupo de música
contemporânea caiçara Percutindo Mundos.
Vídeo de apresentação:
JUSTIFICATIVA
Ítalo
Calvino em “Seis propostas para o próximo
milênio”- uma série de conferências que daria nos Estados Unidos entre
1985/1986, alertava para uma crescente crise da linguagem através da expansão
das línguas ocidentais modernas e suas literaturas. Enquanto o objeto-livro se
caracterizava como o conhecemos hoje, o desenvolvimento da Internet começava a
abalar suas estruturas, pois o nomadismo que possibilitava a combinação de
diferentes signos, suas traduções,fusões
e re-significações, encontra nas redes mundiais um campo fértil para suas
transformações.
Percutindo Mundos
Novas tecnologias, como a computação em nuvens, possibilitam a
construção virtual de uma inteligência coletiva, feita através de identidades
pessoais. Em filosofia, a identidade pessoal é o que define o indivíduo como
tal em um ou outro momento de sua existência, um conjunto de referências e
signos que possibilitam o reconhecimento do ser. Mas como assegurar a
identidade em um mundo onde podemos mudá-la e reinventá-la a cada instante,
onde as referências étnicas, raciais, lingüísticas, religiosas, regionais e
nacionais modificam-se de acordo com as necessidades surgidas pelos processos
de globalização - problema recentemente discutido pelo escritor angolano Valter
Ugo Mãe em “A máquina de fazer espanhóis”
e também comentado por J. L. Borges quando sentenciava que não era um escritor
latino-americano, mas sim europeu, porque possuía em sua família o sangue inglês,
espanhol, português e talvez judeu. Tamanha diversidade e fragmentação, segundo
Stuart Hall, aviva uma “crise de identidade oriunda do deslocamento das
estruturas e processos centrais das sociedades contemporâneas, abalando os
antigos quadros de referência que proporcionavam aos indivíduos uma
estabilidade no mundo social”. Ironicamente, no início de nossa colonização
portuguesa, definíamo-nos como não-reinóis
(não nascidos no Reino): não éramos brasileiros, não éramos mestiços, não
éramos caiçaras, éramos o que não éramos.
Antonio Eduado
Acredita-se
que exista um centro irradiador de cultura responsável pela influência e
direcionamento da cultura mundial. Mas saber que tais e quais países
influenciam outros culturalmente, seja através de seu idioma, de seus costumes,
música, filmografia, etc., não significa, necessariamente, que não sejam
influenciados também. A tendência à miscigenação cultural é um caminho
irreversível, se por um lado verifica-se a massificação da cultura, por outro,
a possibilidade de pequenas culturas terem atenção é maior. A Tropicália, por
exemplo, que na década de 1960 influenciou a música brasileira, nos dias de
hoje tem influenciado a música americana. Dentro de um processo de
reconhecimento e reavaliação musical, os americanos perceberam a incrível
tendência que a Tropicália continha: exatamente o poder de romper barreiras e
perpetuar a miscigenação cultural. Pois, como comentaria Marshall McLuhan,
vivemos em uma “aldeia global, sintetizada por uma rede infinita de mensagens e
meios, de novas mídias de comunicação, onde podemos legar nossas experiências e
seus impactos sensoriais”.
Célia Faustino e Márcio Barreto
Na década de 1980, Antonio Carlos
Diegues (NUPAUB – USP /SP) publicava as primeiras pesquisas sobre a identidade
cultural caiçara, tema até então desprezado pelo mundo acadêmico. Segundo
Diegues, o caiçara - palavra de origem tupi que significa “armadilhaou cercado de galhos”, é o indivíduo de
comunidades tradicionais de pescadores localizadas no litoral sul do Rio de
Janeiro, no litoral de São Paulo e no litoral norte do Paraná. Vive em comunidades isoladas e sobrevive
basicamente da pesca e da agricultura de subsistência. Cultural e geneticamente
é fruto da miscigenação entre índios, portugueses e africanos, ocorrida nos
primeiros tempos da colonização. Produz artesanato funcional e seu universo
musical baseia-se no Fandango - música original dos salões da nobreza européia
que mais tarde ganharia o gosto popular. Sua identidade está na gênese e na
formação do povo brasileiro, tendo se propagado através dos bandeirantes
paulistasque alcançaram as terras do
Paraguai depois de desbravar o Sertão Paulista, Paraná, Minas Gerais, Rio
Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso levando consigosua herança cultural, hábitos, crenças e
conhecimento. Assim, procuramos refletir sobre como referências locais e
históricas possibilitam um processo de re-significação e miscigenação de
identidades culturais estrangeiras, trançando um paralelo entre a tradicional
identidade caiçara e a contemporânea em sua “movência” e na longevidade de seus signos.
Adilson Félix
O
valor da obra consiste exatamente na preservação e reinvenção desta cultura
local e genesíaca - o caiçara visto como expressão de ancestralidade,
cosmopolitismo e contemporaneidade, formador de uma identidade nascida de
diferentes culturas estrangeiras. Deste modo, o processo criativo, como
imagética genesíaca, desdobra-se em releituras identitárias que situam o
invisível dentro da ficção social do espaço conduzido pelo discurso poético
corporal: a reinterpretação do passado como noção transformadora do presente
através do consciente coletivo, suas memórias, tradições, nomadismos e
hibridismos. O corpo visto como palavra, lugar, música, afetividade e suas
relações com o tempo, espaço, identidade, alteridade e memória – a dança como espaço
criativo e simbiótico de permanências instantâneas e habitações momentâneas, o
não-lugar, a reinvenção da realidade a partir do contato da pele com um mundo onde
a identidade é trocada por máscaras de ideais auto-suficientes e a afetividade
substituída pela liquidez das convenções.
OBJETIVO
- discutir a a identidade cultural na ós-modernidade
- celebrar a arte contemporânea
caiçara e suas relações com a cultura portuguesa
- resgatar nossas tradições e
misturá-las ao contemporâneo
- estimular a pesquisa e a
criação artística
- facilitar à população às fontes de cultura
- estimular a produção, o intercâmbio e a difusão cultural e
artística
- conectar diferentes expressões culturais
- preservar e divulgar o patrimônio cultural e histórico
brasileiro
FICHA TÉCNICA
Número de integrantes:07
(sete)
Detalhamento: Espetáculo de Música, Dança, Vídeo e Literatura
Nome: “Aerografias – celebração móvel”
Nome do grupo:
Percutindo Mundos, Núcleo de Pesquisa do Movimento - Imaginário Coletivo de Arte
Músicos:Antônio
Eduardo, Márcio Barreto, Célia Faustino, Bruno Davoglio, Robson Peres
Direção Musical: Percutindo
Mundos
Figurino:Núcleo de
Pesquisa do Movimento -Imaginário Coletivo de Arte
Fotografia: Adilson Félix
Criação de Vídeo:Márcio Barreto
Duração: 01
hora
HISTÓRICO DO GRUPO
Núcleo de Pesquisa
do Movimento – Imaginário Coletivo de Arte - formado por artistas e
pesquisadores do litoral paulista em suas diferentes linguagens, tem como
proposta pesquisar a “Arte Contemporânea Caiçara”, valorizando raízes e
misturando-as à contemporaneidade. O Núcleo de Pesquisa do Movimento -
pertencente ao Imaginário Coletivo de Arte - formado em fevereiro de 2011, é
resultado de anos de pesquisas desenvolvidas em diferentes áreas que culminaram
na busca de uma nova sintaxe corporal, através da reflexão sobre os processos
criativos na Arte Contemporânea Caiçara. Seus integrantes convergem da dança,
eutonia, teatro, circo, música e “Le Parkour”. Estão diretamente ligados a
experimentação através de núcleos de pesquisas desenvolvidos no Espaço de
Consciência Corporal Célia Faustino (2003), no grupo Percutindo Mundos – música
contemporânea caiçara (2008) e no Projeto Canoa – pesquisa da Cultura Caiçara (2007).
Participou da Bienal Internacional de Dança do SESC (2011), Virada Cultural e
Virada Cultural Paulista (2011), Cultura Livre SP e III Circuito Vozes do
Corpo com o espetáculo "Homo Ludens" - dança contemporânea (2012).
Percutindo Mundos - formado em janeiro de 2008, o grupo tem se
apresentado regularmente desde agosto de 2011 no SESC Bertioga com os
espetáculos Universo em Movimento, Universo em Gentileza, Percutindo o Samba e
Mundocorpo, além de se apresentar em São Paulo e Rio de Janeiro em diferentes
eventos, tais como: 30 anos do Lira Paulistana (FUNARTE - 2010), Itinerâncias
e Cine Clube Paraty (Casa da Cultura de Paraty /RJ - 2008 e 2011).tem sua criação voltada a re-significação de
identidades culturais, unindo o ancestral caiçara ao contemporâneo através da
literatura, filosofia, dança e artes visuais. Suas paisagens sonoras remetem à
influência das culturas indígena brasileira, portuguesa e africana misturadas à
urbanidade e ao cosmopolitismo. Sua música é caracteriza pela harmonia dos
timbres, o minimalismo, a aleatoriedade e a melodia percussiva. A apresentação
é marcada pela criatividade, misturando linguagens e provocando reflexões.
Todas as músicas são autorais..
HISTÓRICO DOS
INTEGRANTES
Adilson Félix - fotógrafo nascido em São Vicente, SP, morou na
Baixada Santista até ir para São Paulo. Estudou Fotografia na Escola Panamericana
de Arte. Foi para Paris, onde vivei 18 anos trabalhando com jornais e revistas
do Brasil e de outros países. A experiência na colaboração com veículos de
diferentes linhas editoriais vai de reportagens sobre diversos assuntos por
países da Europa, como o circuito de moda internacional prêt-à-porter e alta
costura, pautas em Israel e Palestina, conflitos e fome no Sudão, epidemia de
AIDS em Uganda, fotos no Quênia, Ruanda, Tanzânia, cobertura de viagens
oficiais de república, governadores e outros políticos, espetáculos culturais,
retratos de personalidades e artistas de diferentes horizontes, trabalhos em
decoração para criadores e revistas especializadas e fotos de moda. A
possibilidade do contato com vários segmentos da fotografia, passando de um
tema a outro, fez com que, técnica e experiência, se somassem para desenhar um
trabalho bastante eclético.
Antônio Eduardo - Participando com freqüência de festivais,
encontros de música contemporânea e congressos nacionais e internacionais em
musicologia, Antonio Eduardo vem se destacando como um pianista e pesquisador
voltado para a música de seu tempo. Escreveu “O Antropofagismo na obra
pianística de Gilberto Mendes” (AnnaBlume/FAPESP), além de diversos artigos
para periódicos sobre música contemporânea. Atualmente dirige na Bélgica a
coleção voltada para música contemporânea brasileira Antonio Eduardo Collection,
constando em seu catálogo obras de Gilberto Mendes, Silvia Berg, Sergio
Vasconcelos Correa, Rodolfo Coelho de Souza e Almeida Prado.
Célia Faustino – mapeada pelo Rumo Itaú de Dança, é formada em Ballet Clássico pela Escola
Municipal de Ballet em Santos (1972 a
1980). Formada em Ballet
Clássico pela Royal Academy of Dancing (1980 a 1985). Especialização em Dança Moderna nas técnicas
Grahan e Limón (1986 a
1988). Especialização em
Consciência Corporal com Klauss Vianna (1988 a 1990). Cursou aulas de New
Dance e Contato Improvisação (1990 a
1996). Formada pela Escola Brasileira de Eutonia (1998 a 2001). Formada pela Escola do
Movimento Ivaldo Bertazzo (2005 a
2006). Professora de técnica de dança na Faculdade de Artes Cênicas CARMO (1985
a 1986). Professora de Dança Moderna na Faculdade de Dança UNIMES (1988 A 1996). Professora de Dança
Expressiva, Alongamento e Eutonia no SESC/Santos (1988 a 2002). Bailarina do
Corpo Estável de Dança da Secretária de Cultura de Santos (1992 a 1994).
Iniciou carreira solo como intérprete-criadora em 1994. Participou de três
Bienais de Dança no SESC / Santos. Atualmente é diretora do Espaço de
Consciência Corporal Célia Faustino. É integrante do grupo experimental de
música contemporânea caiçara “Percutindo Mundos”, do Núcleo de pesquisa do
Movimento e do Imaginário Coletivo de Arte.
Márcio Barreto nasceu em 10 de maio de
1970, em Santos /SP. Dramaturgo, diretor e ator: Fundador e diretor do grupo
Teatro Canoa e Imaginário Coletivo de Arte. Dirige, atua e assina a dramaturgia
de “Atro Coração” (Teatro Canoa) e “Ácidos Trópicos – uma livre criação sobre a
obra de Gilberto Mendes” (Imaginário Coletivo de Arte). Atuou em “Poetar
Acordar para o Sol” (direção Douglas Gonçalves), “O Guará do Lago Encantado
(grupo TVG, direção Paulo Maurício),” Tem Cupim na Torre da Igreja “(grupo TVG, direção Paulo Maurício), “Perto de Lugar
Nenhum” (Kabuk, direção Egbert Mesquita). Atuou no filme “Amanhã Nunca Mais” do
diretor Tadeu Jungle e na minissérie da Globo “Amor em Quatro Atos” .
Assistente de Direção e diretor de núcleo na “ Encenação da Fundação da Vila de São Vicente 2012”.
Intérprete-criador e um dos diretores / fundadores do Núcleo de Pesquisa do
Movimento – Imaginário Coletivo de Arte. Atua em “Homo ludens – fluxos, lugares
e imprevisibilidades ”,“Exílios: cartas
ao vento” com Célia Faustino, “Um a Um”- espetáculo fruto da residência com o
grupo Lês Ballets C de la B (Bélgica)e
em diversas intervenções no espaço público. Vídeo-cineasta: “Totem – o universo
por debaixo da pele” (média metragem) e inúmeros curtas na Internet. Artista
circense formado pela Escola Livre de Circo (Oficina Cultural Regional Pagu –
Santos /SP) em acrobacias aéreas, atuou nos espetáculos “Marcas de Plínio” e
“Pagu”. Músico: fundador do grupo experimental “Percutindo Mundos”. Compositor
e multi-instrumentista (rabeca, flauta doce e contralto, clarinete, acordeom,
teclado, escaleta, violão, banjo e percussão). Luthier: criador dos
instrumentos quimbau, trimbau, tum, flauta smetakiana, adufo calunga.
Fotógrafo: exposições na Pinacoteca Benedito Calixto (Santos /SP), Casa da
Cultura de Paraty (Paraty /RJ) e Parque Cultural Vila de São Vicente (São
Vicente /SP).Editor da Edições
Caiçaras, editora artesanal. Escritor: Totem (romance), O Novo em Folha
(poesia), O Ser e o Pensamento (filosofia), Atro Coração (teatro), Nietszche –
ou do que é feito o arco dos violinos (poesia), Ácidos Trópicos – uma livre
criação sobre a obra de Gilberto Mendes (teatro), Wisnikianas – visões
antropofágicas na ilha de São Vicente (teatro). Pesquisador da Cultura Caiçara:
“O Brasil Caiçara – uma outra abordagem sobre a gênese da identidade
brasileira” (palestras na UNESP – São Vicente /SP, USP – São Paulo /SP, Casa da
Cultura de Paraty – Paraty /RJ e Oficina Regional Pagu – Santos /SP).Produtor Cultural: Organizador do “Sarau
Caiçara – Pinacoteca Benedito Calixto” (Mapa Literário do Estado de São Paulo)
e de Encontros Regionais de Cultura Caiçara realizados em São Vicente, Santos e
Paraty. Curador e organizador da Mostra de Arte Contemporânea Caiçara - Santos
/SP, Itinerâncias – Paraty /RJ, Virada Caiçara – São Vicente /SP e Vitrine
Literária – SESC Santos.
"Poéticas para um novo tempo" traz uma literatura viva, instigante, capaz de unir o mar às nossas mais profundas memórias e à nossa contemporaneidade.
Percutindo Mundos interpreta a poesia de Vicente de Carvalho, Rui
Ribeiro Couto, Regina Alonso, Márcio Barreto, Marcelo Ariel, Madô
Martins, Flávio Viegas Amoreira e Ademir Demarchi através de um repertório repleto de ambiências sonoras, lugares por onde a poesia se movimenta livremente.
Em forma de sarau a poesia mistura-se à música e à dança, convidando o público a recitar, tocar com os músicos ou dançar. Entre as intervenções o grupo fala sobre os autores escolhidos e sua importância para a literatura brasileira.
Com: Márcio Barreto(voz, sopro, cordas, percussão e teclados), Célia Faustino (voz, dança e percussão), Jean Ferreira (voz, dança e percussão), Bruno Davoglio (contra-baixo acústico), Robson Peres (viola erudita).
Projeto de lei apresentado à Agência Metropolitana da Baixada Santista
(AGEM) para a instituição do Dia do Caiçara no calendário oficial de
Bertioga, Cubatão, Itanhaém, Guarujá, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente.
Ajude a disseminar essa idéia.
O Dia do Caiçara demonstra o respeito com as tradições culturais e
ancestrais do país e seus desdobramentos na formação da identidade
nacional através da miscigenação entre o índio, o europeu e o africano. O
caiçara é um povo múltiplo e merece ser celebrado.
O projeto
foi apresentado por Márcio Barreto ao diretor executivo da AGEM, Luciano
Cascione junto ao vice-presidente da Câmara de Santos Marcelo Del
Bosco, firmando acordo para, após a lei ser aprovada pelos municípios,
ser incorporado o Dia do Caiçara ao calendário estadual de São Paulo.
Palestras sobre Eutonia mostrarão os
benefícios dessa prática de consciência corporal por Márcia Costa
Célia Faustino (foto: Chris Amorim)
A Eutonia é
uma prática corporal que promove a consciência do indivíduo para cuidar
melhor do corpo e
da mente, a partir do equilíbrio do tônus (ou da energia). Os grandes
benefícios dessa prática serão divulgados durante os meses de outubro e
novembro pela eutonista e educadora corporal Célia Faustino, que levará
para
dois espaços de Santos uma palestra temática com entrada gratuita (veja
datas e endereços abaixo).
No início do século XX a alemã Gerda
Alexander criou a Eutonia. Seu sonho era ser bailarina, mas, aos 16
anos, uma febre reumática a levou a uma endocardite. Foi proibida de se
exercitar, não podendo acelerar os batimentos cardíacos e nem a
respiração. Passou a pesquisar um jeito de usar o corpo sem desgaste por
meio do desenvolvimento da Eutonia, a partir de movimentos mínimos que
realizava na cama. Viveu em plena atividade até os 86 anos.
A palavra
Eutonia significa tensão em equilíbrio; tônus harmonioso. Célia
Faustino, formada pela Escola Brasileira de Eutonia e pela Escola do
Movimento Ivaldo Bertazzo, é uma das poucas especialistas a difundir a
prática na Baixada Santista. As aulas no Espaço de Consciência Corporal
Célia Faustino consistem em momentos de atividade/passividade,
observação do corpo para ampliar a
percepção, o uso do toque, o movimento a partir da consciência dos
ossos, através do uso de materiais como bambus, toras de madeira,
bolinhas de tênis e almofadas.
Trata-se de um caminho preventivo,
indicado para pessoas de todas as idades, já que melhora a qualidade de
vida respeitando o ritmo pessoal de cada um. Mas também é indicado como
auxiliar na cura de vários problemas físicos e psicológicos. Em anos de
trabalho, são vários os relatos de alunos que obtêm resultados positivos
com a prática, como a cura e o alívio para tensões musculares, dores de
coluna, insônia e depressão.
foto: Márcio Barreto
“A Eutonia promove a consciência
óssea, isto é, trabalha o movimento a partir do conhecimento da
estrutura esquelética. Ao invés de o indivíduo utilizar exclusivamente a
força muscular, realiza uma maior economia de esforço”, explica a
professora. A organização do corpo a partir dos ossos promove uma maior
percepção do uso da
musculatura esquelética, a musculatura que orienta e organiza a
postura; e libera a musculatura dinâmica, a musculatura responsável pela
ação dos movimentos. “O desenvolvimento da consciência óssea e do
equilíbrio tônico muscular é uma preparação de grande importância para
se diminuir as tensões físicas e emocionais profundas”.
foto: Márcio Barreto
À medida que
conhece o corpo, o aluno aprende a economizar energia e equilibrar as
tensões, reconhecendo suas necessidades de atividade, de descanso e
incorporando hábitos saudáveis. O potencial terapêutico da Eutonia torna
grande a sua abrangência, podendo ser aplicada tanto na área da
terapia, da pedagogia como também na área artística, explica Célia, que
também é bailarina, coreógrafa e pesquisadora em dança.
Palestra sobre Eutonia
A
palestra "A consciência óssea: estrutura e força na organização
corporal" abordará os seguintes tópicos: harmonização de tônus para
obtenção
de melhor qualidade de vida, sobre a importância do toque (atenção e
presença), espaço interno e volume (fluxo de energia) e movimento
eutônico (individualidade e criatividade). Mais informações sobre a
prática em www.eutonia.org.br.
Datas e locais das palestras:
06/10 – Pinacoteca Benedicto Calixto, das 16h às 18h
20/10 e 24/11 – Orquidário de Santos, das 16h às 18h
"Cinema em Cartaz" - o artista visual Argemiro Antunes, expõe sua obra na Millor Revistaria Ciber Café em 09/10, a partir das 20h.
Marcado por um trajetória que remonta os tempos da ditadura, quando colaborava com o Pasquim, passando por mais de trinta anos como cartazista de cinema - fruto da amizade com Maurice Legeard, iniciada em 1967, o desenhista Argemiro Antunes conta que descobriu que o cinema "não era só diversão, passatempo" e assim foi aturdido pelas imagens fortes de Fellini, Eisenstein, Glauber e muitos outros que o fascinaram e impreganaram sua obra.
Com a exposição "Cinema em Cartaz" o público certamente será contaminado por esse fascínio. Argemiro Antunes, o Miro, é um dos mais importantes artistas visuais de nossa região, reconhecido e admirado por sua obra, suas idéias e trajetória. A noite contará com a apresentação de Flávio Viegas Amoreira, Alice Mesquita e Márcio Barreto (Percutindo Mundos)
Exposição: Cinema em Cartaz - Argemiro Antunes
com apresentação de Flávio Viegas Amoreira,
Alice Mesquita e Márcio Barreto (Percutindo Mundos)
09/10 - as 20h
Millor Revistaria e Ciber Café
Rua Marechal Deodoro, 07 - Gonzaga
Santos /SP
Millor Revistaria e Ciber Café - Batizada em homenagem ao escritor, jornalista e desenhista Millôr
Fernandes, a casa funcionou por quinze anos na Vila Madalena, em São
Paulo. A mudança para o litoral não alterou o perfil artístico do local,
tanto é que de quinta a sábado, a partir das 20h30, a programação
musical recebe nomes como a cantora Alice Mesquita, que interpreta
clássicos de Edith Piaf e Mercedes Sosa. Sempre presente, o
proprietário, Claudio Souza Freitas, também reserva espaço na revistaria
para livros de autores da região
fonte: entrevista com Argemiro Antunes para o Cinezen Cultural, por André Azenha (02/06/2011)
04/10: Relançamento do livro Meu Namoro com o Cinema, de André Azenha
Após o sucesso no Curta
Santos, obra ganha nova sessão de autógrafos na Millor
O que faz alguém escrever sobre
cinema? Deve-se manter apenas o olhar distante na hora de analisar um filme? Ou
é preciso escrever com paixão? O famoso crítico musical norte-americano Lester
Bangs aconselhava a segunda opção. “Meu
Namoro com o Cinema” traz uma compilação de textos do jornalista e editor
do www.cinezen.net, André Azenha, que dão ao leitor
exatamente isso: textos passionais sobre filmes igualmente intensos. São obras
que miram o amor e desamor em várias possibilidades. Após o sucesso do
lançamento durante o 10º Curta Santos, a obra terá nova sessão de autógrafos, quinta-feira, 4 de outubro, na Millor
Revistaria e Cybercafé.
Tal qual um namoro longo, de altos e
baixos, essa é a relação entre o crítico e a arte, e os casais mostrados nos
filmes aqui abordados. “A
comparação é mais do que coerente: crítica de cinema e relacionamentos amorosos
têm tudo a ver. Tanto em um, quanto no outro, não existem fórmulas que
funcionem sempre. Pauline Kael, da revista New
Yorker, talvez a maior crítica norte-americana, disse uma vez que ‘você
deve usar tudo o que é e sabe’ em uma crítica. Ou seja: se doar, se colocar
sempre, se mostrar por inteiro”, escreve o jornalista Gustavo Klein – editor de cultura do jornal A Tribuna, principal diário do litoral paulista - no prefácio. “Claro
que, dentro desse conceito, sempre haverá os galinhas, que traem sua preferida
com outras artes e deixam a sensibilidade de lado, e os românticos
incorrigíveis. André Azenha demonstra, neste ‘Meu Namoro Com o Cinema’, que faz
parte do segundo grupo. Um apaixonado eterno pela sétima arte, que enxerga a
sua magia e a reverencia. É uma paixão que compartilho. O bom, aqui, é que não
a precisamos disputar. O cinema é de todos...”, diz.
“Nesta
compilação de resenhas, Azenha nos brinda com as várias fases de seu namoro, da
infância em que queremos bater nos valentões da escola e ficar com a garota
mais bonita (‘Karatê Kid’), passando pela adolescência festeira e pra lá de
sensível (e os filmes de John Hughes), a idealização da musa inatingível
(Marilyn Monroe), a dor do fim (o japonês ‘A Partida’ ou ‘Brilho Eterno de Uma
Mente Sem Lembranças’) e os eternos recomeços (em ‘Rocky Balboa’).Fala também de declarações de amor impossíveis de esquecer (caso de ‘Nova
York, Eu Te Amo’)”, ressalta Klein.
“O crítico, ao passar dos anos,
tornou-se uma figura enxergada com olhares tortos por boa parte do público: um
sujeito ‘frustrado’, ‘chato’, ‘ranzinza’, para muitos. A postura destrutiva de
alguns colegas pode ter contribuído para esse olhar. Porém, antes de tudo, é
preciso entender que, ao decidir tornar-se crítico, uma pessoa está se
entregando de corpo e alma a algo o qual se apaixonou perdidamente. O ‘crítico’
é, primeiramente, um apaixonado”, afirma André Azenha na apresentação do livro.
“O livro é, antes de tudo, uma celebração à
sétima arte. Por isso, o lançamento em um cinema e como parte de um festival”,
explica.
Entre cada resenha, depoimentos de um
personagem que vai amadurecendo conforme sua relação amorosa com o cinema segue
em frente.
A tiragem é curta e os livros
produzidos de forma artesanal pela Edições Caiçaras. As capas, por exemplo, são
feitas a partir de pôsteres de filmes cedidos pela Vídeo Paradiso.
Serviço:
Relançamento do livro Meu Namoro com o Cinema, de André Azenha
Quando: 04 de outubro, quinta-feira, 20h
Onde: Millor Revistaria e Cybercafé, rua Marechal Deodoro, 7, Gonzaga
Valor do livro: R$ 25
(esq. para dir. - Márcio Barreto, Luciano Cascione e Marcelo Del Bosco)
Em recente reunião (21/09/12) com Luciano Cascione (diretor executivo da AGEM - Agência Metropolitana da Baixada Santista) e Marcelo Del Bosco (vice-presidente da Câmara Municipal de Santos), Márcio Barreto consolida as bases para o projeto de lei que visa a implantação do "Dia do Caiçara" nos municípios da região.
Segundo Del Bosco "o projeto chancela a importância da formação identitária caiçara para a Baixada Santista e para o Brasil". Cascione acrescenta que "após aprovado pelos municípios, o projeto será desdobrado para o âmbito estadual".
Márcio Barreto destaca que "o poder público tem se mostrado aberto as justas reinvindicações que nascem do anseio por um identidade soberana, que una a cultura, a educação e o turismo, alavancando a região rumo à uma cidadania plena".
Discutiu-se também a expectativa referente ao crescimento que a região passará com o Pré-Sal, ressaltando-se a necessidade de uma justa divisão de riquezas através do fortalecimento da cultura.
Luciano Cascione é diretor executivo da AGEM. Advogado, mestre em direito ambiental e professor de
legislação profissional. Já atuou na Secretaria de Turismo do Estado e
na PRODAM, empresa de tecnologia da informação do município de São
Paulo.
Marcelo Costa
Del Bosco Amaral, santista, casado, nascido em 25 de março de 1972, é vereador e o atual vice-presidente da Câmara Municipal de Santos.
Márcio Barreto nasceu em 10 de maio de 1970 em Santos. Pesquisador, escritor e compositor é responsável pelo Instituto Ocanoa, Projeto Canoa, Percutindo Mundos, Núcleo de Pesquisa do Movimento, Imaginário Coletivo de Arte e Edições Caiçaras.
Com aula aberta e intervenção artística, o grupo Percutindo Mundos se apresentará na OCR Candido Portibari em Ribeirão Preto no dia 10/11 das 10 as 13h.
O projeto sintetiza as pesquisas desenvolvidas pelo grupo sobre a genealogia caiçara
para a formação do povo brasileiro através de sua história, ocupação
geográfica e expressões culturais. Uma reflexão sobre as contribuições da cultura indígena, européia e africana na construção da identidade caiçara e brasileira.
Aula aberta: A Arte contemporânea caiçara – genealogia para um novo Brasil
Através de vivências em música, literatura, teatro, dança e artes
visuais o público é convidado a refletir sobre identidade cultural,
suas origens, miscigenações, hibridismos e nomadismos na Arte
Contemporânea Caiçara. Com intervenções estético-expressivas a
oficina abre caminhos para a percepção do minimalismo sonoro, a música
que surge do barulho, da imagem, do silêncio, da literatura e do gesto
em experimentações sinestésicas.
"Mundocorpo"
é uma reflexão sobre o universo da música, dança e literatura através
das relações do corpo com o mundo que o circunda. A apresentação poética
é inspirada no livro homônimo de Márcio Barreto (São Vicente: Edições Caiçaras,
2012).
Mundocorpo
Meu corpo é minha pele
São minhas roupas
É minha casa
É o mundo que me rodeia
Meu corpo é silêncio
É a pele de outro corpo
As roupas de outro corpo
A casa de outro corpo
O mundo de outro corpo
Meu corpo é eternidade
É o universo nascendo a cada instante
Meu corpo é uma palavra que escrevo no espaço-tempo do seu pensamento
Todas as músicas são autorais. Com Márcio Barreto (voz, percussão,
cordas, teclados e sopro), Célia Faustino (voz, percussão e dança), Jean
Ferreira (voz, percussão, sopro e dança), Felipe Faustino (percussão), Bira Aljahara (voz, violão e percussão), Robson Peres (viola erudita e voz) e Bruno Davoglio (baixo acústico).
Sobre Percutindo Mundos
Formado
em janeiro de 2008, o grupo tem se apresentado regularmente desde
agosto de 2011 no SESC Bertioga com os espetáculos Universo em
Movimento, Universo em Gentileza, Percutindo o Samba e Mundocorpo, além
de se apresentar em São Paulo e Rio de Janeiro em vários lugares e
eventos diferentes, tais como: 30 anos do Lira Paulistana (FUNARTE - 2 010), Bienal de Dança do SESC (2011), Cultura Livre SP e III Circuito Vozes do Corpo
(direção e concepção musical do espetáculo "Homo Ludens" - dança
contemporânea - 2012), Virada Cultural e Virada Cultural Paulista (2009, 2010 e 2011), Itinerâncias e Cine Clube Paraty (Casa da Cultura de Paraty /RJ - 2008 e 2011). O grupo está diretamente ligado a criação e realização dos
eventosculturais: Sarau Caiçara - Pinacoteca Benedito Calixto, Museu de
Pesca e Vila de São Vicente (12 edições), I e II Mostra de Arte
Contemporânea Caiçara (Casa da Frontaria Azulejada), Virada Caiçara (São
Vicente), Encontro de Cultura Caiçara - Vila de São Vicente e
Pinacoteca Benedito Calixto (3 edições), Itinerâncias - Encontro de
Cultura Caiçara São Vicente Paraty (Casa da Cultura de Paraty /RJ). Em sua obra ressalta-se a harmonia dos timbres mais do que a harmonia
das notas, expressando a música em livres associações e experimentações.
Sua diversidade instrumental e a criação de novos instrumentos e de
técnicas diferenciadas de uso, assim como a percussão corporal e vocal,
possibilitam uma tessitura que remete ao imagético das florestas, vilas,
centros cosmopolitas, e da relação do homem com o mar e o universo. Uma
música que sintetiza a gênese caiçara, ancestral, mistura dos traços da
cultura indígena, portuguesa e africana.Seu
minimalismo difere do convencional na medida em que não utiliza as
longas repetições em série ou a estaticidade, mas faz da repetição uma
possibilidade de mudança na medida em que transfere os sons para timbres
diferentes, desconstruindo as células rítmicas ealterando
cadências e andamentos em formas melódicas. Aproxima-se mais do
minimalismo literário, onde a economia das palavras possibilita a
contextualização e permite a livre significação. É uma música que sugere
ambiências, que trabalha a sinestesia das imagensedostimbres.Encontra-se
fortemente ligada à literatura, onde as letras de suas músicas são
textos literários expressos através da música falada ou de melodias
valorizando a palavra em sua profundidade, densidade e simplicidade.
Outra característica é a aleatoriedade,
compreendida como o elemento vivo da música, está estruturada na
mistura da composição com o improviso (aleatoriedade limitada), e na
“música livre”, processo onde o público é convidado a improvisar
aleatoriamente com os músicos. Uma música que se transforma a cada execução.
AULA ABERTA: A ARTE
CONTEMPORANEA CAIÇARA – GENEALOGIA PARA UM NOVO BRASIL
ESPETÁCULO:
PERCUTINDO MUNDOS - MUNDOCORPO
Coordenação: Marcio Barreto
10/11 – sábado – 10h às 13h
Público:profissionais e estudantes de Artes Cênicas
19 a 21 de setembro de 2012 - ECA/USP - Inscrições abertas!
Sob o tema Tão longe... Tão perto.. A música migrante, o Centro de Estudos em Música e Mídia-MusiMid- convida a todos os interessados a participarem do 8º Encontro Internacional de Música e Mídia,
a realizar-se nos dias 19 a 21 de setembro, na Escola de Comunicações e
Artes da USP. Neste ano, são coorganizadores convidados os Prof. Dr.
Alice Lumi Satmoi (UFPB) e Werner Ewald (UFPel).
O
tema geral do 8º Encontro Internacional de Música e Mídia propõe
investigar as tramas sígnicas que se estabelecem na circulação da música
migrante, de toda a sua natureza e suas repercussões junto às culturas
em que se aloja: da diáspora à desterritorialização voluntária.
O
programa inclui sessões temáticas, mesas-redondas e apresentações
artísticas. Os convidados internacionais deste ano são: Marita Fornaro
(Uruguai, Escola Universitária de Música), Susana Sardo, Rosário
Pestana, Jorge Ribeiro (INET-Aveiro; Portugal).
Percutindo Mundos - Música Contemporânea Caiçara...
Experimentando melodias percussivas, procurando o minimalismo exato da expressão, o tribalismo pulsante de velhos tambores, calimbas e paus de chuva, mudamos o mundo num movimento de sonho, rápido como o pensamento, pois enquanto o universo se expande e o mundo se comprime em escalas dissonantes, brindamos ao simples e ao inefável...
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*Informações: 4992-7218...
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