quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Poéticas para um novo tempo - SESC Santos


"Percutindo Mundos: Poéticas para um novo tempo" traz ao Teatro do SESC Santos uma literatura viva, instigante, capaz de unir o mar às nossas mais profundas memórias e à nossa contemporaneidade. 19/01 - Sábado - 20h.

Com direção de Márcio Barreto, o espetáculo é uma mistura de linguagens artísticas que envolve a poesia, música, vídeo e dança, convidando o público a celebrar a riquíssima literatura caiçara. 

Através de um repertório repleto de ambiências sonoras e impregnado pela música-cinema, o grupo Percutindo Mundos interpreta a poesia de Martins Fontes, Vicente de Carvalho, Rui Ribeiro Couto, Narciso de Andrade, Roldão Mendes Rosa, Regina Alonso, Madô Martins, Márcio Barreto, Marcelo Ariel, Flávio Viegas Amoreira e Ademir Demarchi tecendo novas tessituras e lugares por onde a palavra se movimenta livremente. 

Para o escritor Marcelo Ariel  "a poesia é uma prova de que somos mais do que sonham as máquinas". E de sonhos, história e realizações Santos está plena. Poetas que desde Martins Fontes tem levado a literatura santista ao Brasil e ao mundo, onde foram traduzidos em diversos idiomas, reconhecidos por universidades americanas e européias e inseridos definitivamente na história da literatura brasileira. Dedicado à memória do músico e poeta Zéllus Machado, o espetáculo  foi inspirado no depoimento do compositor Gilberto Mendes sobre a literatura santista, parte do documentário "90 anos, 90 vezes Gilberto Mendes" - do diretor Carlos de Moura Ribeiro Mendes. 

Ao final, platéia, músicos, escritores e bailarinos se unem no palco para improvisarem.

Com Márcio Barreto (direção, voz, sopro, cordas, percussão) - foto: Christina Amorim
 

 
Célia Faustino (voz, dança e percussão) - foto: Christina Amorim



 Bruno Davoglio (contra-baixo acústico) - foto: Christina Amorim 


 


Robson Peres (viola erudita) - foto: Christina Amorim



 Felipe Faustino (percussão) - foto: Christina Amorim


e a participação especial do pianista Antonio Eduardo - foto: internet



e dos escritores Flávio Viegas Amoreira - foto: Flávio Meyer




e Marcelo Ariel - foto: Fernando Ricci


Ficha técnica:

Direção: Márcio Barreto
Músicos, poetas e intérpretes-criadores: Antonio Eduardo, Bruno Davoglio, Célia Faustino, Felipe Faustino, Flávio Viegas Amoreira , Marcelo Ariel, Márcio Barreto, Robson Peres
Vídeo: Márcio Barreto
Som: Paulo Resende
Iluminação: Edvan Monteiro
Fotografia: Adilson Félix

Percutindo Mundos: Poéticas para um novo tempo
19/01 - Sábado - 20h
TEATRO - SESC Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Santos /SP
Entrada Gratuita



terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Poéticas para um novo tempo - SESC Bertioga

"Poéticas para um novo tempo" traz  uma literatura viva, instigante, capaz de unir o mar às nossas mais profundas memórias e à nossa contemporaneidade.

Percutindo Mundos interpreta a poesia de Vicente de Carvalho, Rui Ribeiro Couto, Regina Alonso, Márcio Barreto, Marcelo Ariel, Madô Martins, Flávio Viegas Amoreira e Ademir Demarchi através de um repertório repleto de  ambiências sonoras, lugares por onde a poesia se movimenta livremente.

Em forma de sarau a poesia mistura-se à música e à dança, convidando o público a recitar, tocar com os músicos ou dançar. Entre as intervenções o grupo fala sobre os autores escolhidos e sua importância para a literatura brasileira.

Para a apresentação é preciso estar hospedado no SESC Bertioga ou utitiza-lo como Balneário, com direito a permanência das 8h às 18h (incluso: almoço, vestiário, piscina, quadra de esportes, sala de jogos e estacionamento). O SESC Bertioga é a primeira unidade do Brasil, construído em um lugar de rara beleza natural. Mais informações: www.sescsp.org.br/bertioga

Com: Márcio Barreto(voz, sopro, cordas, percussão e teclados), Célia Faustino (voz, dança e percussão),  Bruno Davoglio (contra-baixo acústico), Robson Peres (viola erudita).

SESC Bertioga
Café
18/12 as 17h
Duração: 01 hora

domingo, 9 de dezembro de 2012

"Estudos para o Azul" no SESC Santos em janeiro dias 11 e 25



"Estudos para o azul" é um processo de pesquisa que mergulha no universo paguniano trazendo a tona referências como o teatro  de Arrabal (“Fando e Lys”),   Samuel Beckett (“Esperando Godot”) e a "música nova" de Gilberto Mendes entrelaçadas pela música-cinema do Percutindo Mundos.

 Através da multilinguagem (dança/música/teatro/literatura) a pesquisa traça um paralelo entre os últimos anos de vida de Patrícia Galvão em Santos, para onde se mudou em 1954, e as atuais perspectivas da arte  no uso dos espaços urbanos, trazendo a tona questionamentos sobre a vanguarda e a procura de novos caminhos de expressão na relação com o público. Inspirado no livro “De Pagu a Patrícia Galvão – o último ato” de Márcia Costa, o processo desdobra-se em cada intervenção.


Criação e direção:
Célia Faustino
Dramaturgia e direção musical:
Márcio Barreto
Intérpretes-criadores:
Célia Faustino, Márcio Barreto, Alessandro Atanes, Maria Tornatore, Marília Fernandes
Realização:
Núcleo de Pesquisa do Movimento - IMAGINÁRIO Coletivo de Arte



"Estudos Para o Azul"
Núcleo de Pesquisa do Movimento - Imaginário Coletivo de Arte
11/01 - 18 e 19h
25/01 - 19 e 20h
"Mundo Móvel"
Debate com Márcia Costa e intérpretes-criadores
25/01 - 20h15
SESC Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Santos /SP
Gratuito


Texto: Célia Faustino e Márcio Barreto
Fotos: Márcio Barreto

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Lançamento do livro "Olhos de barro", de José Geraldo Neres (Editora Patuá, 2012).

Lançamento do livro "Olhos de barro", de José Geraldo Neres (Editora Patuá, 2012).

20 de novembro, no Millor Cyber Café (Gonzaga, Santos - SP).

O autor José Geraldo Neres conversará com o público a respeito da hibridez do gênero literário
e sobre as influências e provocações em sua obra.

E contará com a presença dos poetas: Marcelo Ariel e Paulo Ortiz (Mediação: Márcio Barreto).

Participação dos grupos:
Percutindo Mundo e Sidarta

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Vivência de Eutonia com Célia Faustino

Consciência e Expressão do Corpo
por Márcia Costa


Célia Faustino (foto: Chris Amorim)
 A Eutonia é uma prática corporal que promove a consciência do indivíduo para cuidar melhor do corpo e da mente, a partir do equilíbrio do tônus (ou da energia). Os grandes benefícios dessa prática serão divulgados durante os meses de outubro e novembro pela eutonista e educadora corporal Célia Faustino, que levará para dois espaços de Santos uma palestra temática com entrada gratuita (veja datas e endereços abaixo).
No início do século XX a alemã Gerda Alexander criou a Eutonia. Seu sonho era ser bailarina, mas, aos 16 anos, uma febre reumática a levou a uma endocardite. Foi proibida de se exercitar, não podendo acelerar os batimentos cardíacos e nem a respiração. Passou a pesquisar um jeito de usar o corpo sem desgaste por meio do desenvolvimento da Eutonia, a partir de movimentos mínimos que realizava na cama. Viveu em plena atividade até os 86 anos.
A palavra Eutonia significa tensão em equilíbrio; tônus harmonioso. Célia Faustino, formada pela Escola Brasileira de Eutonia e pela Escola do Movimento Ivaldo Bertazzo, é uma das poucas especialistas a difundir a prática na Baixada Santista. As aulas no Espaço de Consciência Corporal Célia Faustino consistem em momentos de atividade/passividade, observação do corpo para ampliar a percepção, o uso do toque, o movimento a partir da consciência dos ossos, através do uso de materiais como bambus, toras de madeira, bolinhas de tênis e almofadas.
Trata-se de um caminho preventivo, indicado para pessoas de todas as idades, já que melhora a qualidade de vida respeitando o ritmo pessoal de cada um. Mas também é indicado como auxiliar na cura de vários problemas físicos e psicológicos. Em anos de trabalho, são vários os relatos de alunos que obtêm resultados positivos com a prática, como a cura e o alívio para tensões musculares, dores de coluna, insônia e depressão. À medida que conhece o corpo, o aluno aprende a economizar energia e equilibrar as tensões, reconhecendo suas necessidades de atividade, de descanso e incorporando hábitos saudáveis. O potencial terapêutico da Eutonia torna grande a sua abrangência, podendo ser aplicada tanto na área da terapia, da pedagogia como também na área artística, explica Célia, que também é bailarina, coreógrafa e pesquisadora em dança.


A vivência "Consciência e Expressão do Corpo" abordará os seguintes tópicos: harmonização de tônus para obtenção de melhor qualidade de vida, sobre a importância do toque (atenção e presença), espaço interno e volume (fluxo de energia) e movimento eutônico (individualidade e criatividade).

Mais informações sobre a prática em www.eutonia.org.br.

Vivência de Eutonia: Consciência e Expressão do Corpo
com Célia Faustino
03/11 as 15h30
Pinacoteca Benedicto Calixto - Santos /SP

Contatos:
(13) 3227-3790, celiafaust@yahoo.com.br

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Aerografias - celebração móvel



“Aerografias - celebração móvel” procura ressignificar a arte caiçara trazendo-a para o âmbito do contemporâneo e do experimental, possibilitando novos recortes curatoriais e combinações multi-linguísticas, onde a música se une à literatura, à dança, ao vídeo e à filosofia para refletir sobre nossa movência no universo e criar novos significados e possibilidades de expressão através de zonas proximais de ressignificação metalingüística, estabelecendo questionamentos sobre a atual condição identitária do homem e do lugar em que vivemos, onde culturas específicas são engolidas por centros irradiadores e esquecidas pela cultura de massa. Uma percepção da arte como experiência inventiva, fundadora e identitária em um universo fragmentado pelo cotidiano. Baseada nas especulações de Stuart Hall, sociólogo e pensador jamaicano, acerca da identidade cultural na pós-modernidade, os intérpretes-criadores transitam pela obra dos escritores portugueses Jorge Melícias e Luís Serguilha e suas relações com a poética dos escritores brasileiros Flávio Viegas Amoreira e Marcelo Ariel. A paisagem sonora baseia-se na obra do compositor português Jorge Peixinho e do compositor brasileiro Gilberto Mendes – executadas pelo pianista Antônio Eduardo, assim como na música-cinema (ambiência derivada pelo processo de colagem de fragmentos de filmes, discursos, ruídos, etc.) do grupo de música contemporânea caiçara Percutindo Mundos.

Vídeo de apresentação:





JUSTIFICATIVA
 
Ítalo Calvino em “Seis propostas para o próximo milênio”- uma série de conferências que daria nos Estados Unidos entre 1985/1986, alertava para uma crescente crise da linguagem através da expansão das línguas ocidentais modernas e suas literaturas. Enquanto o objeto-livro se caracterizava como o conhecemos hoje, o desenvolvimento da Internet começava a abalar suas estruturas, pois o nomadismo que possibilitava a combinação de diferentes signos, suas traduções, fusões e re-significações, encontra nas redes mundiais um campo fértil para suas transformações.

Percutindo Mundos












Novas tecnologias, como a computação em nuvens, possibilitam a construção virtual de uma inteligência coletiva, feita através de identidades pessoais. Em filosofia, a identidade pessoal é o que define o indivíduo como tal em um ou outro momento de sua existência, um conjunto de referências e signos que possibilitam o reconhecimento do ser. Mas como assegurar a identidade em um mundo onde podemos mudá-la e reinventá-la a cada instante, onde as referências étnicas, raciais, lingüísticas, religiosas, regionais e nacionais modificam-se de acordo com as necessidades surgidas pelos processos de globalização - problema recentemente discutido pelo escritor angolano Valter Ugo Mãe em “A máquina de fazer espanhóis” e também comentado por J. L. Borges quando sentenciava que não era um escritor latino-americano, mas sim europeu, porque possuía em sua família o sangue inglês, espanhol, português e talvez judeu. Tamanha diversidade e fragmentação, segundo Stuart Hall, aviva uma “crise de identidade oriunda do deslocamento das estruturas e processos centrais das sociedades contemporâneas, abalando os antigos quadros de referência que proporcionavam aos indivíduos uma estabilidade no mundo social”. Ironicamente, no início de nossa colonização portuguesa, definíamo-nos como não-reinóis (não nascidos no Reino): não éramos brasileiros, não éramos mestiços, não éramos caiçaras, éramos o que não éramos.

Antonio Eduado













Acredita-se que exista um centro irradiador de cultura responsável pela influência e direcionamento da cultura mundial. Mas saber que tais e quais países influenciam outros culturalmente, seja através de seu idioma, de seus costumes, música, filmografia, etc., não significa, necessariamente, que não sejam influenciados também. A tendência à miscigenação cultural é um caminho irreversível, se por um lado verifica-se a massificação da cultura, por outro, a possibilidade de pequenas culturas terem atenção é maior. A Tropicália, por exemplo, que na década de 1960 influenciou a música brasileira, nos dias de hoje tem influenciado a música americana. Dentro de um processo de reconhecimento e reavaliação musical, os americanos perceberam a incrível tendência que a Tropicália continha: exatamente o poder de romper barreiras e perpetuar a miscigenação cultural. Pois, como comentaria Marshall McLuhan, vivemos em uma “aldeia global, sintetizada por uma rede infinita de mensagens e meios, de novas mídias de comunicação, onde podemos legar nossas experiências e seus impactos sensoriais”.
                       
Célia Faustino e Márcio Barreto














Na década de 1980, Antonio Carlos Diegues (NUPAUB – USP /SP) publicava as primeiras pesquisas sobre a identidade cultural caiçara, tema até então desprezado pelo mundo acadêmico. Segundo Diegues, o caiçara - palavra de origem tupi que significa “armadilha ou cercado de galhos”, é o indivíduo de comunidades tradicionais de pescadores localizadas no litoral sul do Rio de Janeiro, no litoral de São Paulo e no litoral norte do Paraná.  Vive em comunidades isoladas e sobrevive basicamente da pesca e da agricultura de subsistência. Cultural e geneticamente é fruto da miscigenação entre índios, portugueses e africanos, ocorrida nos primeiros tempos da colonização. Produz artesanato funcional e seu universo musical baseia-se no Fandango - música original dos salões da nobreza européia que mais tarde ganharia o gosto popular. Sua identidade está na gênese e na formação do povo brasileiro, tendo se propagado através dos bandeirantes paulistas  que alcançaram as terras do Paraguai depois de desbravar o Sertão Paulista, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso levando consigo sua herança cultural, hábitos, crenças e conhecimento. Assim, procuramos refletir sobre como referências locais e históricas possibilitam um processo de re-significação e miscigenação de identidades culturais estrangeiras, trançando um paralelo entre a tradicional identidade caiçara e a contemporânea em sua “movência” e na longevidade de seus signos.

Adilson Félix



















O valor da obra consiste exatamente na preservação e reinvenção desta cultura local e genesíaca - o caiçara visto como expressão de ancestralidade, cosmopolitismo e contemporaneidade, formador de uma identidade nascida de diferentes culturas estrangeiras. Deste modo, o processo criativo, como imagética genesíaca, desdobra-se em releituras identitárias que situam o invisível dentro da ficção social do espaço conduzido pelo discurso poético corporal: a reinterpretação do passado como noção transformadora do presente através do consciente coletivo, suas memórias, tradições, nomadismos e hibridismos. O corpo visto como palavra, lugar, música, afetividade e suas relações com o tempo, espaço, identidade, alteridade e memória – a dança como espaço criativo e simbiótico de permanências instantâneas e habitações momentâneas, o não-lugar, a reinvenção da realidade a partir do contato da pele com um mundo onde a identidade é trocada por máscaras de ideais auto-suficientes e a afetividade substituída pela liquidez das convenções.

  
OBJETIVO

                  
- discutir a a identidade cultural na ós-modernidade
- celebrar a arte contemporânea caiçara e suas relações com a cultura portuguesa
- resgatar nossas tradições e misturá-las ao contemporâneo
- estimular a pesquisa e a criação artística
- facilitar à população às fontes de cultura
- estimular a produção, o intercâmbio e a difusão cultural e artística
- conectar diferentes expressões culturais
- preservar e divulgar o patrimônio cultural e histórico brasileiro


FICHA TÉCNICA


Número de integrantes: 07 (sete)

Detalhamento: Espetáculo de Música, Dança, Vídeo e Literatura

Nome:  Aerografias – celebração móvel”

Nome do grupo:  Percutindo Mundos, Núcleo de Pesquisa do Movimento - Imaginário Coletivo de Arte

Concepção e direção: Márcio Barreto

Intérpretes-criadores: Célia Faustino, Márcio Barreto

Músicos: Antônio Eduardo, Márcio Barreto, Célia Faustino, Bruno Davoglio, Robson Peres

Direção Musical: Percutindo Mundos

Figurino: Núcleo de Pesquisa do Movimento - Imaginário Coletivo de Arte

Fotografia: Adilson Félix

Criação de Vídeo: Márcio Barreto

Duração: 01 hora


 HISTÓRICO DO GRUPO
 
Núcleo de Pesquisa do Movimento – Imaginário Coletivo de Arte - formado por artistas e pesquisadores do litoral paulista em suas diferentes linguagens, tem como proposta pesquisar a “Arte Contemporânea Caiçara”, valorizando raízes e misturando-as à contemporaneidade. O Núcleo de Pesquisa do Movimento - pertencente ao Imaginário Coletivo de Arte - formado em fevereiro de 2011, é resultado de anos de pesquisas desenvolvidas em diferentes áreas que culminaram na busca de uma nova sintaxe corporal, através da reflexão sobre os processos criativos na Arte Contemporânea Caiçara. Seus integrantes convergem da dança, eutonia, teatro, circo, música e “Le Parkour”. Estão diretamente ligados a experimentação através de núcleos de pesquisas desenvolvidos no Espaço de Consciência Corporal Célia Faustino (2003), no grupo Percutindo Mundos – música contemporânea caiçara (2008) e no Projeto Canoa – pesquisa da Cultura Caiçara (2007). Participou da Bienal Internacional de Dança do SESC (2011), Virada Cultural e Virada Cultural Paulista  (2011), Cultura Livre SP e III Circuito Vozes do Corpo  com o espetáculo "Homo Ludens" - dança contemporânea (2012).                 

Percutindo Mundos - formado em janeiro de 2008, o grupo tem se apresentado regularmente desde agosto de 2011 no SESC Bertioga com os espetáculos Universo em Movimento, Universo em Gentileza, Percutindo o Samba e Mundocorpo, além de se apresentar em São Paulo e Rio de Janeiro em diferentes eventos, tais como: 30 anos do Lira Paulistana (FUNARTE -  2010), Itinerâncias e Cine Clube Paraty (Casa da Cultura de Paraty /RJ - 2008 e 2011).   tem sua criação voltada a re-significação de identidades culturais, unindo o ancestral caiçara ao contemporâneo através da literatura, filosofia, dança e artes visuais. Suas paisagens sonoras remetem à influência das culturas indígena brasileira, portuguesa e africana misturadas à urbanidade e ao cosmopolitismo. Sua música é caracteriza pela harmonia dos timbres, o minimalismo, a aleatoriedade e a melodia percussiva. A apresentação é marcada pela criatividade, misturando linguagens e provocando reflexões. Todas as músicas são autorais..


HISTÓRICO DOS INTEGRANTES

Adilson Félix - fotógrafo nascido em São Vicente, SP, morou na Baixada Santista até ir para São Paulo. Estudou Fotografia na Escola Panamericana de Arte. Foi para Paris, onde vivei 18 anos trabalhando com jornais e revistas do Brasil e de outros países. A experiência na colaboração com veículos de diferentes linhas editoriais vai de reportagens sobre diversos assuntos por países da Europa, como o circuito de moda internacional prêt-à-porter e alta costura, pautas em Israel e Palestina, conflitos e fome no Sudão, epidemia de AIDS em Uganda, fotos no Quênia, Ruanda, Tanzânia, cobertura de viagens oficiais de república, governadores e outros políticos, espetáculos culturais, retratos de personalidades e artistas de diferentes horizontes, trabalhos em decoração para criadores e revistas especializadas e fotos de moda. A possibilidade do contato com vários segmentos da fotografia, passando de um tema a outro, fez com que, técnica e experiência, se somassem para desenhar um trabalho bastante eclético.


Antônio Eduardo - Participando com freqüência de festivais, encontros de música contemporânea e congressos nacionais e internacionais em musicologia, Antonio Eduardo vem se destacando como um pianista e pesquisador voltado para a música de seu tempo. Escreveu “O Antropofagismo na obra pianística de Gilberto Mendes” (AnnaBlume/FAPESP), além de diversos artigos para periódicos sobre música  contemporânea. Atualmente dirige na Bélgica a coleção voltada para música contemporânea brasileira Antonio Eduardo Collection, constando em seu catálogo obras de Gilberto Mendes, Silvia Berg, Sergio Vasconcelos Correa, Rodolfo Coelho de Souza e Almeida Prado.

Célia Faustino – mapeada pelo Rumo Itaú de Dança, é formada em Ballet Clássico pela Escola Municipal de Ballet em Santos (1972 a 1980). Formada em Ballet Clássico pela Royal Academy of Dancing (1980 a 1985). Especialização em Dança Moderna nas técnicas Grahan e Limón (1986 a 1988). Especialização em Consciência Corporal com Klauss Vianna (1988 a 1990). Cursou aulas de New Dance e Contato Improvisação (1990 a 1996). Formada pela Escola Brasileira de Eutonia (1998 a 2001). Formada pela Escola do Movimento Ivaldo Bertazzo (2005 a 2006). Professora de técnica de dança na Faculdade de Artes Cênicas CARMO (1985 a 1986). Professora de Dança Moderna na Faculdade de Dança UNIMES (1988 A 1996). Professora de Dança Expressiva, Alongamento e Eutonia no SESC/Santos (1988 a 2002). Bailarina do Corpo Estável de Dança da Secretária de Cultura de Santos (1992 a 1994). Iniciou carreira solo como intérprete-criadora em 1994. Participou de três Bienais de Dança no SESC / Santos. Atualmente é diretora do Espaço de Consciência Corporal Célia Faustino. É integrante do grupo experimental de música contemporânea caiçara “Percutindo Mundos”, do Núcleo de pesquisa do Movimento e do Imaginário Coletivo de Arte.

Márcio Barreto nasceu em 10 de maio de 1970, em Santos /SP. Dramaturgo, diretor e ator: Fundador e diretor do grupo Teatro Canoa e Imaginário Coletivo de Arte. Dirige, atua e assina a dramaturgia de “Atro Coração” (Teatro Canoa) e “Ácidos Trópicos – uma livre criação sobre a obra de Gilberto Mendes” (Imaginário Coletivo de Arte). Atuou em “Poetar Acordar para o Sol” (direção Douglas Gonçalves), “O Guará do Lago Encantado (grupo TVG, direção Paulo Maurício),” Tem Cupim na Torre da Igreja “(grupo  TVG, direção Paulo Maurício), “Perto de Lugar Nenhum” (Kabuk, direção Egbert Mesquita). Atuou no filme “Amanhã Nunca Mais” do diretor Tadeu Jungle e na minissérie da Globo “Amor em Quatro Atos” . Assistente de Direção e diretor de núcleo na “ Encenação da  Fundação da Vila de São Vicente 2012”. Intérprete-criador e um dos diretores / fundadores do Núcleo de Pesquisa do Movimento – Imaginário Coletivo de Arte. Atua em “Homo ludens – fluxos, lugares e imprevisibilidades ”,  “Exílios: cartas ao vento” com Célia Faustino, “Um a Um”- espetáculo fruto da residência com o grupo Lês Ballets C de la B (Bélgica)  e em diversas intervenções no espaço público. Vídeo-cineasta: “Totem – o universo por debaixo da pele” (média metragem) e inúmeros curtas na Internet. Artista circense formado pela Escola Livre de Circo (Oficina Cultural Regional Pagu – Santos /SP) em acrobacias aéreas, atuou nos espetáculos “Marcas de Plínio” e “Pagu”. Músico: fundador do grupo experimental “Percutindo Mundos”. Compositor e multi-instrumentista (rabeca, flauta doce e contralto, clarinete, acordeom, teclado, escaleta, violão, banjo e percussão). Luthier: criador dos instrumentos quimbau, trimbau, tum, flauta smetakiana, adufo calunga. Fotógrafo: exposições na Pinacoteca Benedito Calixto (Santos /SP), Casa da Cultura de Paraty (Paraty /RJ) e Parque Cultural Vila de São Vicente (São Vicente /SP).      Editor da Edições Caiçaras, editora artesanal. Escritor: Totem (romance), O Novo em Folha (poesia), O Ser e o Pensamento (filosofia), Atro Coração (teatro), Nietszche – ou do que é feito o arco dos violinos (poesia), Ácidos Trópicos – uma livre criação sobre a obra de Gilberto Mendes (teatro), Wisnikianas – visões antropofágicas na ilha de São Vicente (teatro). Pesquisador da Cultura Caiçara: “O Brasil Caiçara – uma outra abordagem sobre a gênese da identidade brasileira” (palestras na UNESP – São Vicente /SP, USP – São Paulo /SP, Casa da Cultura de Paraty – Paraty /RJ e Oficina Regional Pagu – Santos /SP).  Produtor Cultural: Organizador do “Sarau Caiçara – Pinacoteca Benedito Calixto” (Mapa Literário do Estado de São Paulo) e de Encontros Regionais de Cultura Caiçara realizados em São Vicente, Santos e Paraty. Curador e organizador da Mostra de Arte Contemporânea Caiçara - Santos /SP, Itinerâncias – Paraty /RJ, Virada Caiçara – São Vicente /SP e Vitrine Literária – SESC Santos.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Poéticas para um novo tempo



"Poéticas para um novo tempo" traz  uma literatura viva, instigante, capaz de unir o mar às nossas mais profundas memórias e à nossa contemporaneidade.

Percutindo Mundos interpreta a poesia de Vicente de Carvalho, Rui Ribeiro Couto, Regina Alonso, Márcio Barreto, Marcelo Ariel, Madô Martins, Flávio Viegas Amoreira e Ademir Demarchi através de um repertório repleto de  ambiências sonoras, lugares por onde a poesia se movimenta livremente.

Em forma de sarau a poesia mistura-se à música e à dança, convidando o público a recitar, tocar com os músicos ou dançar. Entre as intervenções o grupo fala sobre os autores escolhidos e sua importância para a literatura brasileira.


Com: Márcio Barreto(voz, sopro, cordas, percussão e teclados), Célia Faustino (voz, dança e percussão), Jean Ferreira (voz, dança e percussão), Bruno Davoglio (contra-baixo acústico), Robson Peres (viola erudita).

Duração: 01 hora

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Dia do Caiçara - eu apoio e compartilho essa idéia

Dia do Caiçara - 27 de dezembro

Projeto de lei apresentado à Agência Metropolitana da Baixada Santista (AGEM) para a instituição do Dia do Caiçara no calendário oficial de Bertioga, Cubatão, Itanhaém, Guarujá, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente.

Ajude a disseminar essa idéia.

O Dia do Caiçara demonstra o respeito com as tradições culturais e ancestrais do país e seus desdobramentos na formação da identidade nacional através da miscigenação entre o índio, o europeu e o africano. O caiçara é um povo múltiplo e merece ser celebrado.

O projeto foi apresentado por Márcio Barreto ao diretor executivo da AGEM, Luciano Cascione junto ao vice-presidente da Câmara de Santos Marcelo Del Bosco, firmando acordo para, após a lei ser aprovada pelos municípios, ser incorporado o Dia do Caiçara ao calendário estadual de São Paulo.
foto: Helena Alba
texto: Márcio Barreto

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Palestras sobre Eutonia com Célia Faustino

Palestras sobre Eutonia mostrarão os benefícios dessa prática de consciência corporal
por Márcia Costa


Célia Faustino (foto: Chris Amorim)
 A Eutonia é uma prática corporal que promove a consciência do indivíduo para cuidar melhor do corpo e da mente, a partir do equilíbrio do tônus (ou da energia). Os grandes benefícios dessa prática serão divulgados durante os meses de outubro e novembro pela eutonista e educadora corporal Célia Faustino, que levará para dois espaços de Santos uma palestra temática com entrada gratuita (veja datas e endereços abaixo).
No início do século XX a alemã Gerda Alexander criou a Eutonia. Seu sonho era ser bailarina, mas, aos 16 anos, uma febre reumática a levou a uma endocardite. Foi proibida de se exercitar, não podendo acelerar os batimentos cardíacos e nem a respiração. Passou a pesquisar um jeito de usar o corpo sem desgaste por meio do desenvolvimento da Eutonia, a partir de movimentos mínimos que realizava na cama. Viveu em plena atividade até os 86 anos.
A palavra Eutonia significa tensão em equilíbrio; tônus harmonioso. Célia Faustino, formada pela Escola Brasileira de Eutonia e pela Escola do Movimento Ivaldo Bertazzo, é uma das poucas especialistas a difundir a prática na Baixada Santista. As aulas no Espaço de Consciência Corporal Célia Faustino consistem em momentos de atividade/passividade, observação do corpo para ampliar a percepção, o uso do toque, o movimento a partir da consciência dos ossos, através do uso de materiais como bambus, toras de madeira, bolinhas de tênis e almofadas.
Trata-se de um caminho preventivo, indicado para pessoas de todas as idades, já que melhora a qualidade de vida respeitando o ritmo pessoal de cada um. Mas também é indicado como auxiliar na cura de vários problemas físicos e psicológicos. Em anos de trabalho, são vários os relatos de alunos que obtêm resultados positivos com a prática, como a cura e o alívio para tensões musculares, dores de coluna, insônia e depressão.

foto: Márcio Barreto

“A Eutonia promove a consciência óssea, isto é, trabalha o movimento a partir do conhecimento da estrutura esquelética. Ao invés de o indivíduo utilizar exclusivamente a força muscular, realiza uma maior economia de esforço”, explica a professora. A organização do corpo a partir dos ossos promove uma maior percepção do uso da musculatura esquelética, a musculatura que orienta e organiza a postura; e libera a musculatura dinâmica, a musculatura responsável pela ação dos movimentos. “O desenvolvimento da consciência óssea e do equilíbrio tônico muscular é uma preparação de grande importância para se diminuir as tensões físicas e emocionais profundas”.

foto: Márcio Barreto

À medida que conhece o corpo, o aluno aprende a economizar energia e equilibrar as tensões, reconhecendo suas necessidades de atividade, de descanso e incorporando hábitos saudáveis. O potencial terapêutico da Eutonia torna grande a sua abrangência, podendo ser aplicada tanto na área da terapia, da pedagogia como também na área artística, explica Célia, que também é bailarina, coreógrafa e pesquisadora em dança.


Palestra sobre Eutonia



A palestra "A consciência óssea: estrutura e força na organização corporal" abordará os seguintes tópicos: harmonização de tônus para obtenção de melhor qualidade de vida, sobre a importância do toque (atenção e presença), espaço interno e volume (fluxo de energia) e movimento eutônico (individualidade e criatividade). Mais informações sobre a prática em www.eutonia.org.br.

Datas e locais das palestras:
06/10 – Pinacoteca Benedicto Calixto, das 16h às 18h
20/10 e 24/11 – Orquidário de Santos, das 16h às 18h

Contatos:
(13) 3227-3790, celiafaust@yahoo.com.br

sábado, 29 de setembro de 2012

Cinema em Cartaz - Argemiro Antunes



"Cinema em Cartaz" - o artista visual Argemiro Antunes, expõe sua obra na Millor Revistaria Ciber Café  em 09/10, a partir das 20h.

Marcado por um trajetória que remonta os tempos da ditadura, quando colaborava com o Pasquim, passando por mais de trinta anos como cartazista de cinema - fruto da amizade com Maurice Legeard, iniciada em 1967, o desenhista Argemiro Antunes conta que descobriu que o cinema "não era só diversão, passatempo" e assim foi aturdido pelas imagens fortes de Fellini, Eisenstein, Glauber e muitos outros que o fascinaram e impreganaram sua obra.

Com a exposição "Cinema em Cartaz" o público certamente será contaminado por esse fascínio. Argemiro Antunes, o Miro, é um dos mais importantes artistas visuais de nossa região, reconhecido e admirado por sua obra, suas idéias e trajetória. A noite contará com a apresentação de Flávio Viegas Amoreira, Alice Mesquita e Márcio Barreto (Percutindo Mundos)


Exposição:
Cinema em Cartaz - Argemiro Antunes
com apresentação de Flávio Viegas Amoreira,
Alice Mesquita e Márcio Barreto (Percutindo Mundos)
09/10 - as 20h
Millor Revistaria e Ciber Café
Rua Marechal Deodoro, 07 - Gonzaga
Santos /SP



Millor Revistaria e Ciber Café - Batizada em homenagem ao escritor, jornalista e desenhista Millôr Fernandes, a casa funcionou por quinze anos na Vila Madalena, em São Paulo. A mudança para o litoral não alterou o perfil artístico do local, tanto é que de quinta a sábado, a partir das 20h30, a programação musical recebe nomes como a cantora Alice Mesquita, que interpreta clássicos de Edith Piaf e Mercedes Sosa. Sempre presente, o proprietário, Claudio Souza Freitas, também reserva espaço na revistaria para livros de autores da região

fonte: entrevista com Argemiro Antunes para o Cinezen Cultural, por André Azenha (02/06/2011)

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Relançamento do livro Meu Namoro com o Cinema - de André Azenha (Edições Caiçaras)



04/10: Relançamento do livro Meu Namoro com o Cinema, de André Azenha

Após o sucesso no Curta Santos, obra ganha nova sessão de autógrafos na Millor

O que faz alguém escrever sobre cinema? Deve-se manter apenas o olhar distante na hora de analisar um filme? Ou é preciso escrever com paixão? O famoso crítico musical norte-americano Lester Bangs aconselhava a segunda opção. “Meu Namoro com o Cinema” traz uma compilação de textos do jornalista e editor do www.cinezen.net, André Azenha, que dão ao leitor exatamente isso: textos passionais sobre filmes igualmente intensos. São obras que miram o amor e desamor em várias possibilidades. Após o sucesso do lançamento durante o 10º Curta Santos, a obra terá nova sessão de autógrafos, quinta-feira, 4 de outubro, na Millor Revistaria e Cybercafé.

Tal qual um namoro longo, de altos e baixos, essa é a relação entre o crítico e a arte, e os casais mostrados nos filmes aqui abordados. “A comparação é mais do que coerente: crítica de cinema e relacionamentos amorosos têm tudo a ver. Tanto em um, quanto no outro, não existem fórmulas que funcionem sempre. Pauline Kael, da revista New Yorker, talvez a maior crítica norte-americana, disse uma vez que ‘você deve usar tudo o que é e sabe’ em uma crítica. Ou seja: se doar, se colocar sempre, se mostrar por inteiro”, escreve o jornalista Gustavo Klein – editor de cultura do jornal A Tribuna, principal diário do litoral paulista - no prefácio. “Claro que, dentro desse conceito, sempre haverá os galinhas, que traem sua preferida com outras artes e deixam a sensibilidade de lado, e os românticos incorrigíveis. André Azenha demonstra, neste ‘Meu Namoro Com o Cinema’, que faz parte do segundo grupo. Um apaixonado eterno pela sétima arte, que enxerga a sua magia e a reverencia. É uma paixão que compartilho. O bom, aqui, é que não a precisamos disputar. O cinema é de todos...”, diz. 



“Nesta compilação de resenhas, Azenha nos brinda com as várias fases de seu namoro, da infância em que queremos bater nos valentões da escola e ficar com a garota mais bonita (‘Karatê Kid’), passando pela adolescência festeira e pra lá de sensível (e os filmes de John Hughes), a idealização da musa inatingível (Marilyn Monroe), a dor do fim (o japonês ‘A Partida’ ou ‘Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças’) e os eternos recomeços (em ‘Rocky Balboa’).
Fala também de declarações de amor impossíveis de esquecer (caso de ‘Nova York, Eu Te Amo’)”, ressalta Klein.

“O crítico, ao passar dos anos, tornou-se uma figura enxergada com olhares tortos por boa parte do público: um sujeito ‘frustrado’, ‘chato’, ‘ranzinza’, para muitos. A postura destrutiva de alguns colegas pode ter contribuído para esse olhar. Porém, antes de tudo, é preciso entender que, ao decidir tornar-se crítico, uma pessoa está se entregando de corpo e alma a algo o qual se apaixonou perdidamente. O ‘crítico’ é, primeiramente, um apaixonado”, afirma André Azenha na apresentação do livro.

 “O livro é, antes de tudo, uma celebração à sétima arte. Por isso, o lançamento em um cinema e como parte de um festival”, explica. 
Entre cada resenha, depoimentos de um personagem que vai amadurecendo conforme sua relação amorosa com o cinema segue em frente.

A tiragem é curta e os livros produzidos de forma artesanal pela Edições Caiçaras. As capas, por exemplo, são feitas a partir de pôsteres de filmes cedidos pela Vídeo Paradiso.

Serviço:
Relançamento do livro Meu Namoro com o Cinema, de André Azenha

Quando: 04 de outubro, quinta-feira, 20h
Onde: Millor Revistaria e Cybercafé, rua Marechal Deodoro, 7, Gonzaga
Valor do livro: R$ 25

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Dia do Caiçara - projeto apresentado à AGEM

(esq. para dir. - Márcio Barreto, Luciano Cascione e Marcelo Del Bosco)

Em recente reunião (21/09/12) com Luciano Cascione (diretor executivo da AGEM - Agência Metropolitana da Baixada Santista) e Marcelo Del Bosco (vice-presidente da Câmara Municipal de Santos), Márcio Barreto consolida as bases para o projeto de lei que visa a implantação do "Dia do Caiçara" nos municípios da região.

Segundo Del Bosco "o projeto chancela a importância da formação identitária caiçara para a Baixada Santista e para o Brasil". Cascione acrescenta que "após aprovado pelos municípios, o projeto será desdobrado para o âmbito estadual".

Márcio Barreto destaca que "o poder público tem se mostrado aberto as justas reinvindicações que nascem do anseio por um identidade soberana, que una a cultura, a educação e o turismo, alavancando a região rumo à uma cidadania plena".

Discutiu-se também a expectativa referente ao crescimento que a região passará com o Pré-Sal, ressaltando-se a necessidade de uma justa divisão de riquezas através do fortalecimento da cultura.


Luciano Cascione é diretor executivo da AGEM. Advogado, mestre em direito ambiental e professor de legislação profissional. Já atuou na Secretaria de Turismo do Estado e na PRODAM, empresa de tecnologia da informação do município de São Paulo.  

Marcelo Costa Del Bosco Amaral, santista, casado, nascido em 25 de março de 1972,  é vereador e o atual vice-presidente da Câmara Municipal de Santos.

Márcio Barreto nasceu em 10 de maio de 1970 em Santos. Pesquisador, escritor e compositor é responsável pelo Instituto Ocanoa, Projeto Canoa, Percutindo Mundos, Núcleo de Pesquisa do Movimento, Imaginário Coletivo de Arte e Edições Caiçaras.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Percutindo Mundos na OCR Candido Portinari - Ribeirão Preto /SP




Com aula aberta e intervenção artística, o grupo Percutindo Mundos se apresentará na OCR Candido Portibari em Ribeirão Preto no dia 10/11 das 10 as 13h. 


O projeto sintetiza as pesquisas desenvolvidas pelo grupo sobre a genealogia caiçara para a formação do povo brasileiro através de sua história, ocupação geográfica e expressões culturais. Uma reflexão sobre as contribuições da cultura indígena, européia e africana na construção da identidade caiçara e brasileira. 
Aula aberta: A Arte contemporânea caiçara – genealogia para um novo Brasil
Através de vivências em música, literatura, teatro, dança e artes visuais o público é convidado a refletir sobre identidade cultural, suas origens, miscigenações, hibridismos e nomadismos na Arte Contemporânea Caiçara. Com intervenções estético-expressivas a oficina abre caminhos para a percepção do minimalismo sonoro, a música que surge do barulho, da imagem, do silêncio, da literatura e do gesto em experimentações sinestésicas. 
Intervenção Artística: Percutindo Mundos – Mundocorpo
"Mundocorpo" é uma reflexão sobre o universo da música, dança e literatura através das relações do corpo com o mundo que o circunda. A apresentação poética é inspirada no livro homônimo de Márcio Barreto (São Vicente: Edições Caiçaras, 2012).

Mundocorpo 

Meu corpo é minha pele
São minhas roupas
É minha casa
É o mundo que me rodeia

Meu corpo é silêncio

É a pele de outro corpo
As roupas de outro corpo
A casa de outro corpo
O mundo de outro corpo

Meu corpo é eternidade
É o universo nascendo a cada instante

Meu corpo é uma palavra que escrevo no espaço-tempo do seu pensamento

Todas as músicas são autorais. Com Márcio Barreto (voz, percussão, cordas, teclados e sopro), Célia Faustino (voz, percussão e dança), Jean Ferreira (voz, percussão, sopro e dança), Felipe Faustino (percussão),  Bira Aljahara (voz, violão e percussão), Robson Peres (viola erudita e voz) e Bruno Davoglio (baixo acústico).
Sobre Percutindo Mundos
Formado em janeiro de 2008, o grupo tem se apresentado regularmente desde agosto de 2011 no SESC Bertioga com os espetáculos Universo em Movimento, Universo em Gentileza, Percutindo o Samba e Mundocorpo, além de se apresentar em São Paulo e Rio de Janeiro em vários lugares e eventos diferentes, tais como: 30 anos do Lira Paulistana (FUNARTE -  2 010), Bienal de Dança do SESC (2011), Cultura Livre SP e III Circuito Vozes do Corpo  (direção e concepção musical do espetáculo "Homo Ludens" - dança contemporânea - 2012), Virada Cultural e Virada Cultural Paulista  (2009, 2010 e 2011), Itinerâncias e Cine Clube Paraty (Casa da Cultura de Paraty /RJ - 2008 e 2011). O grupo está diretamente ligado a criação e realização dos eventosculturais: Sarau Caiçara - Pinacoteca Benedito Calixto, Museu de Pesca e Vila de São Vicente (12 edições), I e II Mostra de Arte Contemporânea Caiçara (Casa da Frontaria Azulejada), Virada Caiçara (São Vicente), Encontro de Cultura Caiçara - Vila de São Vicente e Pinacoteca Benedito Calixto (3 edições), Itinerâncias - Encontro de Cultura Caiçara São Vicente Paraty (Casa da Cultura de Paraty /RJ). Em sua obra ressalta-se a harmonia dos timbres mais do que a harmonia das notas, expressando a música em livres associações e experimentações. Sua diversidade instrumental e a criação de novos instrumentos e de técnicas diferenciadas de uso, assim como a percussão corporal e vocal, possibilitam uma tessitura que remete ao imagético das florestas, vilas, centros cosmopolitas, e da relação do homem com o mar e o universo. Uma música que sintetiza a gênese caiçara, ancestral, mistura dos traços da cultura indígena, portuguesa e africana. Seu minimalismo difere do convencional na medida em que não utiliza as longas repetições em série ou a estaticidade, mas faz da repetição uma possibilidade de mudança na medida em que transfere os sons para timbres diferentes, desconstruindo as células rítmicas e alterando cadências e andamentos em formas melódicas. Aproxima-se mais do minimalismo literário, onde a economia das palavras possibilita a contextualização e permite a livre significação. É uma música que sugere ambiências, que trabalha a sinestesia das imagens e dos timbres. Encontra-se fortemente ligada à literatura, onde as letras de suas músicas são textos literários expressos através da música falada ou de melodias valorizando a palavra em sua profundidade, densidade e simplicidade. Outra característica é a aleatoriedade, compreendida como o elemento vivo da música, está estruturada na mistura da composição com o improviso (aleatoriedade limitada), e na “música livre”, processo onde o público é convidado a improvisar aleatoriamente com os músicos. Uma música que se transforma a cada execução. 

AULA ABERTA: A ARTE CONTEMPORANEA CAIÇARA – GENEALOGIA PARA UM NOVO BRASIL
ESPETÁCULO: PERCUTINDO MUNDOS - MUNDOCORPO
Coordenação: Marcio Barreto
10/11 – sábado – 10h às 13h
Público:  profissionais e estudantes de Artes Cênicas
Inscrições: 1/10 a 8/11
Seleção: primeiros inscritos
100 vagas
OCR CAndido Portinari
Ribierão Preto /SP



 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

8º Encontro Internacional de Música e Mídia - Escola de Comunicações e Artes da USP




19 a 21 de setembro de 2012 - ECA/USP - Inscrições abertas!



Sob o tema Tão longe... Tão perto.. A música migrante, o Centro de Estudos em Música e Mídia-MusiMid- convida a todos os interessados a participarem do 8º Encontro Internacional de Música e Mídia, a realizar-se nos dias 19 a 21 de setembro, na Escola de Comunicações e Artes da USP. Neste ano, são coorganizadores convidados os Prof. Dr. Alice Lumi Satmoi (UFPB) e Werner Ewald (UFPel).
O tema geral do 8º Encontro Internacional de Música e Mídia propõe investigar as tramas sígnicas que se estabelecem na circulação da música migrante, de toda a sua natureza e suas repercussões junto às culturas em que se aloja: da diáspora à desterritorialização voluntária.
O programa inclui sessões temáticas, mesas-redondas e apresentações artísticas. Os convidados internacionais deste ano são: Marita Fornaro (Uruguai, Escola Universitária de Música), Susana Sardo, Rosário Pestana, Jorge Ribeiro (INET-Aveiro; Portugal).

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA OUVINTES


Acompanhe as notícias na página do MusiMid e no blogue:



Agradecemos ampla divulgação!

Comissão organizadora

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O Invisível – poéticas para encontros, desencontros e outras impermanências




            O Invisível – poéticas para encontros, desencontros e outras impermanências” é um processo de pesquisa sobre as relações entre tempo, espaço e alteridade. O lugar visto como espaço criativo e simbiótico estruturando-se a partir de permanências instantâneas e habitações momentâneas. O movimento como dinâmica para oo-lugar, a identidade em estado de reinvenção e a realidade subvertida a partir do contato e da inter-conexão entre o espaço, o tempo e o corpo.

            Como paisagem temática a impermanência do tempo e o hábito de ocupar-se do não-ser, os afetos invisíveis que eclodem em pequenos gestos, sons, palavras e se eternizam entre o acabar e oo ter fim. A vida adiada pelo cotidiano, a identidade trocada por máscaras de ideais auto-suficientes, a afetividade substituída pela liquidez do tempo, do espaço e das convenções. Através da obra dos escritores Madô Martins (“Perda & Danos” – Edições Caiçaras, 2012) e Márcio Barreto (“Mundocorpo” – Edições Caiçaras, 2012) os intérpretes-criadores instauram composições a partir do eixo espaço-tempo onde os espectadores, entrelaçados pela zona dramatúrgica, movem-se a partir de suas leituras individuais sobre os materiais cênicos apresentados: a literatura, a dança e a música.



            A pesquisa tem como base reflexões acerca da identidade cultural caiçara, o que situa a criação dentro de uma esfera conceitual de processo onde a ancestralidade e a contemporaneidade, assim como o local e o universal são vistos como zonas proximais de ressignificação metalinguística. O processo criativo, como imagética genesíaca, desdobra-se em releituras identitárias que situam o invisível dentro da ficção social do espaço conduzido pelo discurso poético corporal; a reinterpretação do passado como agente transformador do presente através do inconsciente coletivo, suas memórias, tradições, nomadismos e hibridismos. O corpo visto como palavra, lugar, literatura, memória, solidão, música e afetividade.




FICHA TÉCNICA


Detalhamento: Composição Urbana de Improvisação em Dança, Música e Literatura

Nome:            O Invisível – poéticas para encontros, desencontros e outras  impermanências”

Nome do grupo:                      Núcleo de Pesquisa do Movimento  -
                                                Imaginário Coletivo de Arte

Concepção e direção:             Célia Faustino, Márcio Barreto

Intérpretes-criadores
E Músicos:                              Célia Faustino, Márcio Barreto

Criação sonora:                       Percutindo Mundos

                                  
Figurino:                                  Núcleo de Pesquisa do Movimento
                                               Imaginário Coletivo de Arte

Fotografia:                               Christina Amorim

Duração:                                 20 minutos


Apoio:                         Espaço de Consciência Corporal Célia Faustino, Percutindo                                       Mundos, Projeto Canoa, Instituto Ocanoa.



CONCEPÇÃO E DIREÇÃO

Célia Faustino - formada em Ballet Clássico pela Escola Municipal de Ballet em Santos (1972 a 1980). Formada em Ballet Clássico pela Royal Academy of Dancing (1980 a 1985). Especialização em Dança Moderna nas técnicas Grahan e Limón (1986 a 1988). Especialização em Consciência Corporal com Klauss Vianna (1988 a 1990). Cursou aulas de New Dance e Contato Improvisação (1990 a 1996). Formada pela Escola Brasileira de Eutonia (1998 a 2001). Formada pela Escola do Movimento Ivaldo Bertazzo (2005 a 2006). Professora de técnica de dança na Faculdade de Artes Cênicas CARMO (1985 a 1986). Professora de Dança Moderna na Faculdade de Dança UNIMES (1988 A 1996). Professora de Dança Expressiva, Alongamento e Eutonia no SESC/Santos (1988 a 2002). Bailarina do Corpo Estável de Dança da Secretária de Cultura de Santos (1992 a 1994). Iniciou carreira solo como intérprete-criadora em 1994. Participou de três Bienais de Dança no SESC / Santos. Atualmente é diretora do Espaço de Consciência Corporal Célia Faustino. É integrante do grupo experimental de música contemporânea caiçara “Percutindo Mundos”, do Núcleo de pesquisa do Movimento e do Imaginário Coletivo de Arte.


Márcio Barreto nasceu em 10 de maio de 1970, em Santos /SP. Dramaturgo, diretor e ator: Fundador e diretor do grupo Teatro Canoa e Imaginário Coletivo de Arte. Dirige, atua e assina a dramaturgia de “Atro Coração” (Teatro Canoa) e “Ácidos Trópicos – uma livre criação sobre a obra de Gilberto Mendes” (Imaginário Coletivo de Arte). Atuou em “Poetar Acordar para o Sol” (direção Douglas Gonçalves), “O Guará do Lago Encantado (grupo TVG, direção Paulo Maurício),” Tem Cupim na Torre da Igreja “(grupo  TVG, direção Paulo Maurício), “Perto de Lugar Nenhum” (Kabuk, direção Egbert Mesquita). Atuou no filme “Amanhã Nunca Mais” do diretor Tadeu Jungle e na minissérie da Globo “Amor em Quatro Atos” . Assistente de Direção e diretor de núcleo na “ Encenação da  Fundação da Vila de São Vicente 2012”. Intérprete-criador e um dos diretores / fundadores do Núcleo de Pesquisa do Movimento – Imaginário Coletivo de Arte. Atua em “Homo ludens – fluxos, lugares e imprevisibilidades ”,  “Exílios: cartas ao vento” com Célia Faustino, “Um a Um”- espetáculo fruto da residência com o grupo Lês Ballets C de la B (Bélgica)  e em diversas intervenções no espaço público. Vídeo-cineasta: “Totem – o universo por debaixo da pele” (média metragem) e inúmeros curtas na Internet. Artista circense formado pela Escola Livre de Circo (Oficina Cultural Regional Pagu – Santos /SP) em acrobacias aéreas, atuou nos espetáculos “Marcas de Plínio” e “Pagu”. Músico: fundador do grupo experimental “Percutindo Mundos”. Compositor e multi-instrumentista (rabeca, flauta doce e contralto, clarinete, acordeom, teclado, escaleta, violão, banjo e percussão). Luthier: criador dos instrumentos quimbau, trimbau, tum, flauta smetakiana, adufo calunga. Fotógrafo: exposições na Pinacoteca Benedito Calixto (Santos /SP), Casa da Cultura de Paraty (Paraty /RJ) e Parque Cultural Vila de São Vicente (São Vicente /SP).      Editor da Edições Caiçaras, editora artesanal. Escritor: Totem (romance), O Novo em Folha (poesia), O Ser e o Pensamento (filosofia), Atro Coração (teatro), Nietszche – ou do que é feito o arco dos violinos (poesia), Ácidos Trópicos – uma livre criação sobre a obra de Gilberto Mendes (teatro), Wisnikianas – visões antropofágicas na ilha de São Vicente (teatro). Pesquisador da Cultura Caiçara: “O Brasil Caiçara – uma outra abordagem sobre a gênese da identidade brasileira” (palestras na UNESP – São Vicente /SP, USP – São Paulo /SP, Casa da Cultura de Paraty – Paraty /RJ e Oficina Regional Pagu – Santos /SP).  Produtor Cultural: Organizador do “Sarau Caiçara – Pinacoteca Benedito Calixto” (Mapa Literário do Estado de São Paulo) e de Encontros Regionais de Cultura Caiçara realizados em São Vicente, Santos e Paraty. Curador e organizador da Mostra de Arte Contemporânea Caiçara - Santos /SP, Itinerâncias – Paraty /RJ, Virada Caiçara – São Vicente /SP e Vitrine Literária – SESC Santos.


HISTÓRICO DO GRUPO

            O “Núcleo de Pesquisa do Movimento - Imaginário Coletivo de Arte” agrega artistas do litoral paulista em suas diferentes linguagens e tem como proposta fortalecer e propagar a “Arte Contemporânea Caiçara”, valorizando nossas raízes e misturando-as à contemporaneidade. Formado em fevereiro de 2011, é resultado de anos de pesquisas desenvolvidas em diferentes áreas que culminaram na busca de uma nova sintaxe através da reflexão sobre os processos criativos na Arte Contemporânea Caiçara.

            Seus integrantes convergem da dança, eutonia, teatro, circo, música, literatura, filosofia e artes visuais. Estão diretamente ligados a experimentação através de núcleos de pesquisas desenvolvidos no grupo Percutindo Mundos – música contemporânea caiçara (2008), Grupo de Câmara Quatro Quartos, Núcleo de Pesquisa do Movimento - dança contemporânea (2011), Espaço de Consciência Corporal Célia Faustino - eutonia (2003), na Cia. Etra de Dança Contemporânea (2001) e no Projeto Canoa e Instituto Ocanoa – pesquisa da Cultura Caiçara (2007).

            Ao longo do tempo realizou encontros, oficinas e palestras, tais como o "Sarau Caiçara" - Pinacoteca Benedito Calixto - Santos /SP, "Mostra de Arte Contemporânea Caiçara" - Casa da Frontaria Azulejada - Santos/SP, "Itinerâncias - Encontros Caiçaras" - Casa da Cultura de Paraty - Paraty /RJ, "Sarau Filosófico" - SESC Santos - Santos /SP, "Virada Caiçara" - São Vicente /SP e Vitrine Literária - SESC Santos - Santos /SP.

            Seus trabalhos participaram da Bienal de Dança do SESC 2011, Virada Cultural 2010 e 2011, Cultura Livre SP 2012, Circuito Vozes do Corpo 2012.

            Em seu repertório constam os seguintes trabalhos:


HOMO LUDENS - fluxos, lugares e imprevisibilidades
dança contemporânea

O jogo da improvisação na dança e na música é o ponto de partida para a criação de intervenções urbanas. Os gestos instigam um novo olhar sobre a paisagem, os movimentos dos intérpretes no ambiente quebram a rotina e conduzem a uma reflexão sobre a transformação do espaço.

Núcleo de Pesquisa do Movimento Imaginário Coletivo de Arte
Concepção e direção: Célia Faustino, Edvan Monteiro, Márcio Barreto
Intérpretes-criadores: Célia Faustino, Edvan Monteiro, Flávia Sá,
Jean Ferreira, Márcio Barreto.
Criação sonora: Percutindo Mundos
Músicos: Márcio Barreto,Tarso Ramos, Alessandro Atanes,
Figurino: Núcleo de Pesquisa do Movimento Imaginário Coletivo de Arte
Fotografia: Christina Amorim

Duração: 20 minutos


ÁCIDOS TRÓPICOS - uma livre criação sobre a obra de Gilberto Mendes
música-teatro

Ácidos Trópicos é a possibilidade de criar inspirado no vasto universo sonoro de Gilberto Mendes, responsável pela renovação da música erudita. Através da música-teatro gilbertiana e seus desdobramentos, Ácidos Trópicos nos leva a um mundo imaginário onde a fantasia se corporifica em obra, tecendo releituras sobre a música erudita, experimental e popular, unindo-as à literatura, dança, cinema e teatro."
No elenco: Márcio Barreto, Célia Faustino, Jean Ferreira, Tarso Ramos, Alessandro Atanes, Flávia Sá, Edvan Monteiro.
Concepção, Dramaturgia e Direção: Márcio Barreto
Assistente de Direção: Célia Faustino
Direção Musical: Percutindo Mundos
Fotografia e Vídeo: Alex Hermes, Edvan Monteiro, Denise Rodrigues, Christina Amorim
Criação de Vídeos: Márcio Barreto, Edvan Monteiro


ATRO CORAÇÃO - uma livre adaptação sobre os limites do amor
teatro

Um retrato do amor que mistura os textos Romeu e Julieta e Otelo (Shakespeare), Lua na Sarjeta (David Goodis) e partes dos filmes O Colecionador (baseado na obra de John Fowles) e Cenas de um Casamento (Ingmar Bergman). Assim é Atro Coração - peça que coloca dois personagens míticos em uma situação limite: Lilith após ser expulsa do paraíso invade os sonhos do anjo Gabriel e o seduz. Para puní-los Deus os lança à Terra como homem e mulher. Destituídos de suas memórias vagam separados até que o acaso os une novamente. De um lado o amor não correspondido, do outro o amor que nasce do medo da morte. Uma história que nos faz pensar que não importa o que é o amor, mas o que fazemos com ele. No elenco Christy-Ane Amici e Márcio Barreto que também assina a dramaturgia e a direção. A trilha sonora é composta e executada ao vivo pelo grupo Percutindo Mundos e conta com tradução em libras. Duração: 50 minutos


PERCUTINDO MUNDOS - Universo em Gentileza
música

Com a apresentação "Universo em Gentileza" Percutindo Mundos celebra o Universo do Profeta Gentileza através da música, literatura e dança. Um convite à reflexão sobre o respeito, amor, cordialidade, simplicidade, gratidão, desapego, comunhão e afetividade.
Percutindo Mundos - tem sua criação voltada a ressignificação de identidades culturais, unindo o ancestral caiçara ao contemporâneo através da literatura, filosofia, dança e artes visuais. Suas paisagens sonoras remetem à influência das culturas indígena brasileira, portuguesa e africana misturadas à urbanidade e ao cosmopolitismo. Sua música é caracteriza pela harmonia dos timbres, o minimalismo, a aleatoriedade e a melodia percussiva. A apresentação é marcada pela criatividade, misturando linguagens e provocando reflexões. Instrumentação : percussão, clarinete, flauta, djeridoo, escaleta, violão, quimbau, rabeca, banjo, teclado, berimbau, theremin, viola erudita, baixo acústico. Duração: 01 hora